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segunda-feira, 6 de junho de 2011

A misericórdia humana.


Se deseja tanto que seu irmão seja perfeito, busca antes a ti mesmo essa perfeição e logo perceberá que perfeito só é Deus que tudo criou.

Seja tolerante com os defeitos alheios e busca corrigir os seus, porque o tempo sobre a terra passa depressa e convém levar com seriedade o processo da santificação.

Conserva a paciência, pois ela é necessária para a prática da misericórdia, que é essa compaixão que vem do coração e que lhe auxilia a afastar o mal que é inútil para a santificação.

Entrega a Deus, toda dor sofrida quando lhe julgarem mal e confia na justiça divina, não entristeça seu coração com a maldade alheia, mas se conserve firme no propósito de amar sem cessar.

Não caia no erro de medir aos outros com a sua medida humana e imperfeita.

Não devemos querer que os outros vivam para nós e por nós, mas que vivam por Cristo e em Cristo.
Renúncia esse amor egoísta que teima em explodir em teu peito , quando conseguir amar sem querer nada em trocar, alcançará a verdadeira generosidade.

Quando estiver desanimado, olha para a cruz de Cristo e repara que pequena é a sua cruz, comparada com a que Ele levou, veja que ainda tem um grande caminho a percorrer para alcançar um amor parecido com o que teve o Senhor.

Se quer imitar a Cristo, procura ter o coração cheio de misericórdia, humildade, amor e mansidão.

Não se julgue maior que ninguém, o orgulho seduz a mente do homem e o faz cego as realidades do alto.

Mantenha misericórdia consigo mesmo, não conserve em si a tristeza do pecado, pois se a mantiver poderá perder tempo na angustia que freia a vida espiritual, quando poderia estar servindo ao Senhor. Por isso urgentemente confessa a sua culpa ao sacerdote e retoma o caminho da vida.

Por onde passar procure deixar vestígios do amor e da misericórdia de Deus.

Que o divino sempre transpareça em você, através do seu viver.

Embora no mundo existam tão maus exemplos de conduta e falta de amor, vigia sempre sobre você mesmo, para que não desvie sua vida, um só segundo da luz de Deus que ilumina todas as trevas, com seu puro amor.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje , no dia 01/06/2011)

terça-feira, 22 de março de 2011

A Castidade e o Amor.


As pessoas sofrem sérias conseqüências espirituais, físicas e emocionais, com a vivência, compreensão e propagação deturpada do amor e com a falta da castidade.

A falta de conhecimento do que é de fato o amor segundo a vontade de Deus e a castidade e de que ambos estão interligados, faz com que amar se torne algo raro e essa área que é tão importante na vida, fique defasada, vazia, confusa ou sem significado.

Todas as pessoas sentem naturalmente um desejo profundo de encontrar o amor verdadeiro, mas nenhum cristão em sã consciência deveria se permitir viver um amor que não é conforme a vontade de Deus.

Para conhecer e viver o amor verdadeiro, no plano de Deus é preciso a vivência da castidade!

O Papa João Paulo II, em seu livro “Amor e Responsabilidade”, afirmou: “A castidade não pode ser compreendida sem a virtude do amor. Apenas o homem casto e a mulher casta são capazes de amar verdadeiramente.”

A vivência da castidade é sempre necessária, independe do estado de vida da pessoa, o solteiro é chamado a viver em continência, o casado em castidade conjugal e o leigo consagrado ou religioso em celibato.

Castidade não significa virgindade, existiram muitas pessoas que infelizmente perderam a virgindade antes do casamento, mas que conseguiram depois alcançar a santidade, com o arrependimento e a mudança de vida.

A castidade é uma virtude, que faz ver e tratar a si mesmo e as outras pessoas como Deus deseja, com transparência nos atos, em amor verdadeiro. Santo Agostinho em seu livro “Confissões”, afirmou: A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.”

A castidade não é repressão e puritanismo, pelo contrario viver em castidade é ser livre da atitude utilitarista, que é de ver a outra pessoa como algo a ser usado que só é útil enquanto traz prazer.

No entanto, sem a prática da castidade pelos atos, pensamentos e palavras, perde-se a responsabilidade pelo próprio corpo e pelo corpo do próximo.

Sem o respeito e dignidade pelo corpo, que é templo do Espírito Santo, torna-se praticamente inviável alcançar a capacidade de ser e fazer alguém feliz no amor.

É necessária a plena consciência, que o corpo não é objeto, mas instrumento de amor.

Um grande esforço deve ser feito continuamente, utilizando principalmente do sacramento da confissão e da comunhão, assim como do jejum e da oração, para viver a virtude da castidade e conseqüentemente viver o amor.

Para amar e viver em castidade, é preciso fazer bem a pessoa amada, mas amar
atualmente é algo raro com a deturpação do seu significado, principalmente através dos meios de comunicação, que induzem o tempo todo que a pessoa é objeto de uso e não de amor.

Deus não criou o homem e a mulher para viver o prazer dissociado do amor, mas deseja que vivam a união sexual, com amor e prazer unidos, no momento certo que é no matrimônio, porque só ali ambos são capazes de se entregarem mutuamente como um dom de Deus para o outro, preservando todas as características do amor verdadeiro, que deve ser livre, total, fiel e fecundo.

O sofrimento do ser humano por não conseguir viver o amor verdadeiro, ocorre devido a depreciação de si mesmo e dos outros, como um mero estimulante para uma sexualidade desregrada, da vida em luxúria e no utilitarismo, que é o contrario do amor.

A vivência da castidade é a cura para todos esses males, ela funciona e faz felizes e libertos, todos que a praticam.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje e no site da Teologia do Corpo, no dia 22/03/2011, no site da Associação do Senhor Jesus (ASJ) no dia 02/05/2011, no site Obra Lumen de Evangelização no dia 17/05/2011, no site da Canção Nova, no dia 07/06/2011, dentre outros)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os elos da família com Deus.

Na família, uma corrente de elos deve ser mantida, quando os elos são fortes, a corrente é forte, se os elos são fracos, a corrente será fraca e pode se romper, se os elos não forem fortificados.

É preciso fortalecer os elos se eles encontrarem-se fracos. Jesus foi enfático ao dizer para o homem não separar o que Deus uniu! Por que os casais não levam a sério a benção de Deus dada no casamento? É aí que começam os problemas.

Se os casais não dão ouvidos a palavra de Jesus para manterem-se unidos, que juntos são uma só carne e não percebem a profundidade que é terem recebido juntos uma benção de Deus no sacramento do matrimônio, viverão de mal a pior.

Se, o elo mais importante da família que é a vivência na palavra e no amor de Deus não existir, o que sobra? Somente a confiança neles próprios e obviamente, todos os seres humanos sabem, que quando confiam somente em si mesmos, podem facilmente cair no pecado do egoísmo, da auto-satisfação e do adultério, porque se esquecem de viver em Deus que é o fortificador da união, que os une e conduz em todas as alegrias e dificuldades.

Elos fracos na união, podem se romperem facilmente, pois se o marido quer no casamento ir para a esquerda e a esposa para a direita, não ficarão unidos para se fortalecerem e não se romperem.

Para fortalecer os elos que estão fracos ou manter os elos que estão bem, é preciso definitivamente que Deus seja o primeiro lugar na vida da família.

Se a família põe a confiança no Pai Santíssimo, não há como se decepcionarem, pois Ele leva muito a sério a união do matrimônio, mesmo que o casal sucumba em muitos problemas, tendo a Deus, ainda estarão com os elos fortes e podem juntos com o Pai, superar tudo.

Mas, Deus não tira o livre arbítrio de ninguém, então é imprescindível que o casal faça a sua parte e queira que Deus esteja junto deles, sendo o primeiro lugar, os conduzindo e abençoando.

O casal, caminhando juntos, na mesma direção, unidos entre si e com Deus, podem viver plenamente a capacidade de exprimir amor, vivendo como um dom, um presente a ser ofertado diariamente entre eles e para Deus na vocação matrimonial.

Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 28/09/2010)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SEM AMOR FALTA TUDO!



Todos os nossos atos devem ser feitos com amor, um ato sem amor, deixa de ser a expressão do Deus vivo que reside em nosso ser.

O monje beneditino Benedikt Baur, em seu livro “A vida espiritual”, afirmou sabiamente: “Se falta amor, falta tudo; se há amor, há tudo, porque o amor é a perfeição”.

Desde quando acordamos até dormirmos, temos de nos empenharmos para colocar amor em tudo que fazemos.

Ao cuidar do seu relacionamento com Deus, é de suma importância viver o primeiro mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”, não colocando nada acima do Tudo, Deus deve ser de fato o teu Deus, não criar “falsos deuses” para si e colocá-los acima do amor e empenho ao Senhor.

Ao cuidar de si mesmo, deve-se fazer isso com amor, isso inclui desde o respeito a sua dignidade humana, como também a sua saúde pessoal, seu momento de lazer, de trabalho e de reflexão. Tudo relacionado à sua vida pessoal deve ser tratado com amor.

Ao cuidar do seu relacionamento com as outras pessoas, você deve amá-las como você ama a si mesmo, ao fazer todo o bem para você, deve também buscar realizar o mesmo para seu próximo, jamais menos que isso.

E cada um na vocação que escolheu, precisa realizá-la com o maior amor possível.

Se eu vivo a vocação matrimonial, devo tratar com amor todos da minha casa, para vivermos a santidade que a que somos chamados já nesta vida.

Se eu vivo a vocação sacerdotal ou religiosa, com um grande amor devo tratar todos meus filhos e filhas espirituais em todas as suas singularidades e momentos, acolhendo cada alma com paciência e alegria.

Precisamos ver Cristo nas pessoas, em exatamente cada pessoa que encontramos a todo instante, nem uma a menos, ou seja, todas, sem discriminações, medos e desafetos.

Viver assim é viver na plenitude da vida, é caminhar por esse breve período que Deus nos concede, em oração prática, em uma vida inteira de amor a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos, afinal esse é o pedido do Pai para cada um de nós.

No final desta vida seremos julgados por quanto amor colocamos em nossos atos.

Que todos os seus atos sejam a realização da vida de Deus que está em você e no irmão, ame sem cessar, pois o amor é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14).

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 07/06/2010)