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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quietude interior e exterior

Feliz daquele que guarda grande quietude interior e exterior perante todas as situações da vida.

A prática da quietude ensina a não falar e fazer maus julgamentos, leva a retidão da alma e do coração.

Para alcançar esse silêncio interno e externo que é um grande auxiliador do processo da santificação, é preciso conservar a humildade, não se colocando acima de ninguém, mas perseverando no conhecimento de que Deus que tudo vê, tudo sabe, e assim sendo, não é necessário e nem se deve viver em uma grande agitação existencial.

O acalmar o espírito, faz conservar a paz pessoal e contribuí para a pacificação dos outros em nossa volta.

Aquele que é capaz de preservar esse estado de paz e zelo por si e pelos outros, vive contente, sorrindo, não se perturba facilmente, mesmo entre as maiores adversidades.

No entanto, o agitado interna e externamente, perturba seu próprio coração e a vida alheia, com muitas palavras, ações de desconfiança e imprudência, é capaz até mesmo de transformar o que é bom em mal e raramente encontra a paz.

Afaste a ansiedade de seu coração, não atrapalhe a sua vida e a alheia com as mesquinharias dos afetos mal ordenados, trata antes de procurar vencê-los com a oração contínua e o amor.

Não julgue seu próximo, o perturbando com suas divagações cruéis sobre o que pensa dele, antes de falar qualquer maldade ou julgar as pessoas, ajoelha-te e com vergonha, pede perdão a Deus por esse grande erro que ia cometer, de tentar se colocar no lugar Dele, para julgar quem quer que seja.

Suporta como fiel seguidor e imitador de Cristo, todas as contrariedades e maus julgamentos que fazem de ti mesmo, mas nunca se esqueça que também à você é importante não causar contrariedades e maus julgamentos as outras pessoas.

Quanto mais souber sofrer amando por amor a Cristo e aos irmãos, mais paz encontrará em si mesmo e no convívio com todos em sua volta.

Conserva sem cessar a quietude interior e exterior e perceberá que grande ânimo sua alma terá no caminho de Deus, mesmo nas trevas mais escuras, conservará firme os propósitos de amor em seu coração.

Juliana Gonçalves dos Santos.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma grande santidade.

É preciso almejar uma grande santidade, buscá-la através somente do conhecimento, é praticamente inutil, um grande santo não se faz de quanto ele sabe sobre o que é bom, mas do quanto ele coloca em prática a vontade de Deus.

Não devemos buscar sermos medianos na vida interior, contentando-nos apenas em sermos aparentemente um pouco melhor que nossos irmãos, isso é pouco, que o amor para com Deus, conosco mesmo e com toda a humanidade, nos leve a transcender cada vez mais a uma maior entrega de vida.

Sabemos que alcançar uma grande santidade é uma obra de vida e grau de amor, que poucas almas conseguiram, mas elas foram pessoas como nós somos, sujeitos aos mesmos erros e pecados, se conseguiram, nós também podemos conseguir.

Querer uma grande santidade não é vaidade e nem orgulho, pelo contrario, é querer fazer-se o menor de todos, o servidor, aquele que como Cristo, se ajoelha e lava com amor os pés sujos, fedidos, encardidos, feridos e depois ainda os beija devotadamente.

O desejar a grande santidade, é um impulso fortíssimo que nasce no coração e se faz urgente para aquele que deseja ser melhor sendo pequenino, amando a todo momento sem querer nada em troca.

Uma grande santidade deve ser tida, como os grandes sonhos que todos possuem e passam a vida toda para alcança-los.

Quem almeja somente ser bom, pode chegar ao fim da sua vida, podendo talvez ser uma pessoa mediana, entre a bondade e o erro continuamente, na bíblia entretanto diz que Deus vomita os mornos de sua boca.

Quem almeja ser santo, pode ao chegar ao fim da vida, perceber que conseguiu ser somente um bom cristão, mas que o que fez não foi o bastante para alcançar a santidade e a glória do céu.

Portanto, desejemos uma grande santidade, para que ao término desta vida, possamos conseguir ao menos a santidade, que nos conduzirá para Aquele que mais nos ama, que mais devemos amar e ao chegar ao paraíso poderemos olhar para Ele e dizermos felizes: Senhor, meu Deus, passei toda a minha vida na terra e agora no céu, te amando de todo o meu coração, de toda a minha alma e com todo meu espírito!

O Senhor te tomará nos braços e saciará toda a sua sede, por toda a eternidade!

Juliana Gonçalves dos Santos



(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 29/04/2011)