segunda-feira, 11 de julho de 2011

Efemeridades



Insensato é aquele que se fixa nas coisas efêmeras da vida, colocando nelas todo o desejo do coração.

Comete grande erro quem ao invez de ser fervoroso na fé e vida espiritual, troca Cristo pelas coisas terrenas, dedicando todo o precioso tempo de sua vida as coisas exteriores, se portando como pessoa frívola e carnal.

Todo ser humano deve se questionar para saber quais são seus apegos desordenados e o que o está impedindo de aderir mais ao que é sagrado.

Quantos maus exemplos temos da ignorância daqueles que recorrendo à coisas absurdas para satisfazerem a suas vidas, caem em seus próprios erros.

Na época de Moisés, quando ele conduzia o povo, por um momento, eles fizeram um berrezo de ouro para ser adorado no lugar de Deus. Eles se corromperam e cometeram esse grande pecado, eram um povo de cabeça dura, mas depois Moisés sabendo do ocorrido, destruiu aquele deus de ouro, reduzindo ele ao pó.

No entanto, parece que as pessoas ainda hoje não compreenderam, que colocar o que quer que seja no lugar de Deus é pecado, loucura e perda de tempo.

Os cristãos devem ser despojados, sem apegos e avidez pelo que escraviza a vida interior.

A vida daqueles que amam a Deus, deve estar toda voltada ao Senhor, colocando-o de fato em primeiro lugar sempre.

Todos devem refletir, quais são seus “bezerros de ouro”, aquelas coisas que colocam acima ou no lugar de Deus e pensar porque fazem isso, o que querem alcançar com essa atitude e após o arrependimento, pedir perdão a Deus e nunca mais fazer para si deuses, no lugar do único e verdadeiro Deus.

Jesus teve um discípulo, chamado Judas Iscariotes, que cometeu esse grave erro, o traiu por trinta moedas de prata, que era o preço na época equivalente a um escravo.

Para Judas, as poucas moedas de prata lhe valiam mais que Cristo, que é o próprio Deus.

Essa atitude de traição de Judas, de colocar o dinheiro acima de Deus, mostra que ele mesmo tendo estado ao lado de Cristo, escutando sua doutrina, mais se preocupou com o que era passageiro e mortal, colocando essas coisas, no lugar do que era sagrado e eterno.

É preciso com que todos os fiéis, estejam muito atentos para ver se não estão fazendo como Judas e traindo a Jesus, pelo que quer que seja.

Reflitamos se na vida diária, somos fiéis ou infiéis a Cristo e aos irmãos.

O que temos colocado no lugar de Deus?

Pelo que temos traído a Deus? Será que é pelo dinheiro, prazer da carne, apego a televisão, ao computador, ao trabalho, as drogas, bebidas e todos os outros vícios?

Quais são os atuais “bezerros de ouro” e “moedas de prata” da humanidade?

Porque ainda hoje mesmo com tantos maus exemplos do passado, trocamos o que é eterno, pelo que é efemero?

O amor que temos a Deus e aos irmãos deve ser fiel e não falso e hipócrita, por isso todos devem fazer adesão ao que é eterno, se desprendendo de todas as afeições desordenadas e desejando somente o que mais nos levar a amar Cristo e aos irmãos.

Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site da Associação do Senhor Jesus (TV Século 21), no dia 08/07/2011)

sábado, 25 de junho de 2011

Orar sem cessar.



Mantenha o coração e a mente fixos no Senhor, orando sem cessar!

De que vale dispersar os pensamentos e as ações em coisas efêmeras, quando se poderia estar pensando e agindo para Deus.

Se em tudo que fosse fazer, antes consultasse a Deus em oração, encontraria direcionamento correto e paz em suas decisões.

Mas aquele que se dispersa em si mesmo e nas criaturas, pode facilmente perturbar-se em pensamentos e atos equivocados e desordenados.

A ovelha que se desgarra de seu pastor, fica mais suscetível aos lobos, que com suas presas, se aproximam querendo devorá-la. Sem a proteção daquele que a conduz, só terá sua fraca força para combater sozinha ao mal que a ela se aproximar.

Não tenha curiosidade em conhecer o que não vem do alto, permaneça fiel ao que o Senhor te ensina e pede, o que vier alem disso, sempre observa com cautela e precisão.

Que o seu dia comece, permaneça e termine em oração.

Há várias formas de orar, veja a mais apropriada para o momento, mas não descuide de estar sempre com o Senhor!

Ao estar com Deus que é todo amor, poderá sentir Dele tudo o que Ele é, se lhe for concedida essa graça.

Não canse de dirigir seus lábios, pensamentos e atitudes para Deus, mesmo quando estiver em noite escura, em que Ele mesmo lhe parecer longe de você. Conserva firme o coração, Ele não se ausentou por mal, pois em Deus não há o mal. Compreende que Deus tem para você seus desígnios e deve ser grato por tudo que Ele lhe proporcionar.

Espera com paciência o dia de sua passagem deste mundo em “vale de lágrimas” para a eternidade ao lado do Senhor, enquanto Ele não lhe chamar, faz o maior bem possível sobre a terra e seja grato por cada momento que aqui na terra estiver e puder demonstrar para Deus, para si próprio e para o próximo, o amor.

Não descuide da oração, caminha orando, converse com quem encontrar orando, faça seu trabalho orando, se conseguir se concentrar em Deus a todo instante, será feliz e fará a todos que te encontrar, sentir que a busca e vivência da verdade em você vive sem cessar.


Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje , no dia 25/06/2011)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A misericórdia humana.


Se deseja tanto que seu irmão seja perfeito, busca antes a ti mesmo essa perfeição e logo perceberá que perfeito só é Deus que tudo criou.

Seja tolerante com os defeitos alheios e busca corrigir os seus, porque o tempo sobre a terra passa depressa e convém levar com seriedade o processo da santificação.

Conserva a paciência, pois ela é necessária para a prática da misericórdia, que é essa compaixão que vem do coração e que lhe auxilia a afastar o mal que é inútil para a santificação.

Entrega a Deus, toda dor sofrida quando lhe julgarem mal e confia na justiça divina, não entristeça seu coração com a maldade alheia, mas se conserve firme no propósito de amar sem cessar.

Não caia no erro de medir aos outros com a sua medida humana e imperfeita.

Não devemos querer que os outros vivam para nós e por nós, mas que vivam por Cristo e em Cristo.
Renúncia esse amor egoísta que teima em explodir em teu peito , quando conseguir amar sem querer nada em trocar, alcançará a verdadeira generosidade.

Quando estiver desanimado, olha para a cruz de Cristo e repara que pequena é a sua cruz, comparada com a que Ele levou, veja que ainda tem um grande caminho a percorrer para alcançar um amor parecido com o que teve o Senhor.

Se quer imitar a Cristo, procura ter o coração cheio de misericórdia, humildade, amor e mansidão.

Não se julgue maior que ninguém, o orgulho seduz a mente do homem e o faz cego as realidades do alto.

Mantenha misericórdia consigo mesmo, não conserve em si a tristeza do pecado, pois se a mantiver poderá perder tempo na angustia que freia a vida espiritual, quando poderia estar servindo ao Senhor. Por isso urgentemente confessa a sua culpa ao sacerdote e retoma o caminho da vida.

Por onde passar procure deixar vestígios do amor e da misericórdia de Deus.

Que o divino sempre transpareça em você, através do seu viver.

Embora no mundo existam tão maus exemplos de conduta e falta de amor, vigia sempre sobre você mesmo, para que não desvie sua vida, um só segundo da luz de Deus que ilumina todas as trevas, com seu puro amor.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje , no dia 01/06/2011)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quietude interior e exterior

Feliz daquele que guarda grande quietude interior e exterior perante todas as situações da vida.

A prática da quietude ensina a não falar e fazer maus julgamentos, leva a retidão da alma e do coração.

Para alcançar esse silêncio interno e externo que é um grande auxiliador do processo da santificação, é preciso conservar a humildade, não se colocando acima de ninguém, mas perseverando no conhecimento de que Deus que tudo vê, tudo sabe, e assim sendo, não é necessário e nem se deve viver em uma grande agitação existencial.

O acalmar o espírito, faz conservar a paz pessoal e contribuí para a pacificação dos outros em nossa volta.

Aquele que é capaz de preservar esse estado de paz e zelo por si e pelos outros, vive contente, sorrindo, não se perturba facilmente, mesmo entre as maiores adversidades.

No entanto, o agitado interna e externamente, perturba seu próprio coração e a vida alheia, com muitas palavras, ações de desconfiança e imprudência, é capaz até mesmo de transformar o que é bom em mal e raramente encontra a paz.

Afaste a ansiedade de seu coração, não atrapalhe a sua vida e a alheia com as mesquinharias dos afetos mal ordenados, trata antes de procurar vencê-los com a oração contínua e o amor.

Não julgue seu próximo, o perturbando com suas divagações cruéis sobre o que pensa dele, antes de falar qualquer maldade ou julgar as pessoas, ajoelha-te e com vergonha, pede perdão a Deus por esse grande erro que ia cometer, de tentar se colocar no lugar Dele, para julgar quem quer que seja.

Suporta como fiel seguidor e imitador de Cristo, todas as contrariedades e maus julgamentos que fazem de ti mesmo, mas nunca se esqueça que também à você é importante não causar contrariedades e maus julgamentos as outras pessoas.

Quanto mais souber sofrer amando por amor a Cristo e aos irmãos, mais paz encontrará em si mesmo e no convívio com todos em sua volta.

Conserva sem cessar a quietude interior e exterior e perceberá que grande ânimo sua alma terá no caminho de Deus, mesmo nas trevas mais escuras, conservará firme os propósitos de amor em seu coração.

Juliana Gonçalves dos Santos.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma grande santidade.

É preciso almejar uma grande santidade, buscá-la através somente do conhecimento, é praticamente inutil, um grande santo não se faz de quanto ele sabe sobre o que é bom, mas do quanto ele coloca em prática a vontade de Deus.

Não devemos buscar sermos medianos na vida interior, contentando-nos apenas em sermos aparentemente um pouco melhor que nossos irmãos, isso é pouco, que o amor para com Deus, conosco mesmo e com toda a humanidade, nos leve a transcender cada vez mais a uma maior entrega de vida.

Sabemos que alcançar uma grande santidade é uma obra de vida e grau de amor, que poucas almas conseguiram, mas elas foram pessoas como nós somos, sujeitos aos mesmos erros e pecados, se conseguiram, nós também podemos conseguir.

Querer uma grande santidade não é vaidade e nem orgulho, pelo contrario, é querer fazer-se o menor de todos, o servidor, aquele que como Cristo, se ajoelha e lava com amor os pés sujos, fedidos, encardidos, feridos e depois ainda os beija devotadamente.

O desejar a grande santidade, é um impulso fortíssimo que nasce no coração e se faz urgente para aquele que deseja ser melhor sendo pequenino, amando a todo momento sem querer nada em troca.

Uma grande santidade deve ser tida, como os grandes sonhos que todos possuem e passam a vida toda para alcança-los.

Quem almeja somente ser bom, pode chegar ao fim da sua vida, podendo talvez ser uma pessoa mediana, entre a bondade e o erro continuamente, na bíblia entretanto diz que Deus vomita os mornos de sua boca.

Quem almeja ser santo, pode ao chegar ao fim da vida, perceber que conseguiu ser somente um bom cristão, mas que o que fez não foi o bastante para alcançar a santidade e a glória do céu.

Portanto, desejemos uma grande santidade, para que ao término desta vida, possamos conseguir ao menos a santidade, que nos conduzirá para Aquele que mais nos ama, que mais devemos amar e ao chegar ao paraíso poderemos olhar para Ele e dizermos felizes: Senhor, meu Deus, passei toda a minha vida na terra e agora no céu, te amando de todo o meu coração, de toda a minha alma e com todo meu espírito!

O Senhor te tomará nos braços e saciará toda a sua sede, por toda a eternidade!

Juliana Gonçalves dos Santos



(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 29/04/2011)

terça-feira, 22 de março de 2011

A Castidade e o Amor.


As pessoas sofrem sérias conseqüências espirituais, físicas e emocionais, com a vivência, compreensão e propagação deturpada do amor e com a falta da castidade.

A falta de conhecimento do que é de fato o amor segundo a vontade de Deus e a castidade e de que ambos estão interligados, faz com que amar se torne algo raro e essa área que é tão importante na vida, fique defasada, vazia, confusa ou sem significado.

Todas as pessoas sentem naturalmente um desejo profundo de encontrar o amor verdadeiro, mas nenhum cristão em sã consciência deveria se permitir viver um amor que não é conforme a vontade de Deus.

Para conhecer e viver o amor verdadeiro, no plano de Deus é preciso a vivência da castidade!

O Papa João Paulo II, em seu livro “Amor e Responsabilidade”, afirmou: “A castidade não pode ser compreendida sem a virtude do amor. Apenas o homem casto e a mulher casta são capazes de amar verdadeiramente.”

A vivência da castidade é sempre necessária, independe do estado de vida da pessoa, o solteiro é chamado a viver em continência, o casado em castidade conjugal e o leigo consagrado ou religioso em celibato.

Castidade não significa virgindade, existiram muitas pessoas que infelizmente perderam a virgindade antes do casamento, mas que conseguiram depois alcançar a santidade, com o arrependimento e a mudança de vida.

A castidade é uma virtude, que faz ver e tratar a si mesmo e as outras pessoas como Deus deseja, com transparência nos atos, em amor verdadeiro. Santo Agostinho em seu livro “Confissões”, afirmou: A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.”

A castidade não é repressão e puritanismo, pelo contrario viver em castidade é ser livre da atitude utilitarista, que é de ver a outra pessoa como algo a ser usado que só é útil enquanto traz prazer.

No entanto, sem a prática da castidade pelos atos, pensamentos e palavras, perde-se a responsabilidade pelo próprio corpo e pelo corpo do próximo.

Sem o respeito e dignidade pelo corpo, que é templo do Espírito Santo, torna-se praticamente inviável alcançar a capacidade de ser e fazer alguém feliz no amor.

É necessária a plena consciência, que o corpo não é objeto, mas instrumento de amor.

Um grande esforço deve ser feito continuamente, utilizando principalmente do sacramento da confissão e da comunhão, assim como do jejum e da oração, para viver a virtude da castidade e conseqüentemente viver o amor.

Para amar e viver em castidade, é preciso fazer bem a pessoa amada, mas amar
atualmente é algo raro com a deturpação do seu significado, principalmente através dos meios de comunicação, que induzem o tempo todo que a pessoa é objeto de uso e não de amor.

Deus não criou o homem e a mulher para viver o prazer dissociado do amor, mas deseja que vivam a união sexual, com amor e prazer unidos, no momento certo que é no matrimônio, porque só ali ambos são capazes de se entregarem mutuamente como um dom de Deus para o outro, preservando todas as características do amor verdadeiro, que deve ser livre, total, fiel e fecundo.

O sofrimento do ser humano por não conseguir viver o amor verdadeiro, ocorre devido a depreciação de si mesmo e dos outros, como um mero estimulante para uma sexualidade desregrada, da vida em luxúria e no utilitarismo, que é o contrario do amor.

A vivência da castidade é a cura para todos esses males, ela funciona e faz felizes e libertos, todos que a praticam.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje e no site da Teologia do Corpo, no dia 22/03/2011, no site da Associação do Senhor Jesus (ASJ) no dia 02/05/2011, no site Obra Lumen de Evangelização no dia 17/05/2011, no site da Canção Nova, no dia 07/06/2011, dentre outros)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A bondade de Deus


Muitas pessoas se convertem somente no fim de suas vidas, enquanto outras parecem nascer com uma fé tão grande em Deus, como se amá-lO, servi-lO e adorá-lO fosse inerente à suas vidas.

O fato é, que independente do momento de conversão das pessoas, Deus oferece a aquele que passou a vida toda O servindo, a mesma salvação para aquele que no ultimo momento O encontrou e se voltou para Ele.

Jesus comparou o reino dos céus, a um pai de família que contratou diversos operários em diferentes momentos do dia e ao pagá-los deu a todos o mesmo valor, os operários que trabalharam mais reclamaram de terem ganhado a mesma quantia que os que trabalharam menos, o pai de família perante essa situação, responde a um desses que reclamou: “Eu quero dar a este ultimo tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?” (MT 20, 14-15).

O tempo para Deus é diferente da noção de tempo que o ser humano possui e a Sua bondade ultrapassa o entendimento dos homens.

Sempre é tempo para voltar-se para Deus, enquanto há vida, existe salvação.

O que Deus na sua infinita bondade deseja é que todos os seus filhos entrem no reino dos céus, para isso recompensa com o seu Amor e salvação eterna, a todos que independente do momento da  vida se voltam sinceramente para Ele.

Mas isso não deve ser usado como desculpa para viver de forma desordenada, fazendo mau uso da liberdade e só no fim da vida pensar em se voltar ao Pai para querer a salvação, seria muita hipocrisia e falta de amor.

Deus é o próprio amor e misericórdia, mas também é justo, fiel, tudo vê, conhece minuciosamente o coração e a mente humana, perscrutando assim todos os pensamentos e ações, ou seja, é impossível enganá-lO. Ele recompensa a todos que fazem por merecer, independente da época, pode ser no ultimo instante da vida, mas é preciso que se deseje a conversão e que seja com sinceridade.

Para aqueles que a muito tempo amam, adoram e servem a Deus, que a misericórdia e o grande amor do Pai para com todos os seus filhos, não se torne causa de ciúme e cobrança maior do divino amor, mas de alegria, porque aquele que procura de fato amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, se rejubila com todo o céu, por cada alma que se volta para o Senhor.


Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 20/10/2010)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os elos da família com Deus.

Na família, uma corrente de elos deve ser mantida, quando os elos são fortes, a corrente é forte, se os elos são fracos, a corrente será fraca e pode se romper, se os elos não forem fortificados.

É preciso fortalecer os elos se eles encontrarem-se fracos. Jesus foi enfático ao dizer para o homem não separar o que Deus uniu! Por que os casais não levam a sério a benção de Deus dada no casamento? É aí que começam os problemas.

Se os casais não dão ouvidos a palavra de Jesus para manterem-se unidos, que juntos são uma só carne e não percebem a profundidade que é terem recebido juntos uma benção de Deus no sacramento do matrimônio, viverão de mal a pior.

Se, o elo mais importante da família que é a vivência na palavra e no amor de Deus não existir, o que sobra? Somente a confiança neles próprios e obviamente, todos os seres humanos sabem, que quando confiam somente em si mesmos, podem facilmente cair no pecado do egoísmo, da auto-satisfação e do adultério, porque se esquecem de viver em Deus que é o fortificador da união, que os une e conduz em todas as alegrias e dificuldades.

Elos fracos na união, podem se romperem facilmente, pois se o marido quer no casamento ir para a esquerda e a esposa para a direita, não ficarão unidos para se fortalecerem e não se romperem.

Para fortalecer os elos que estão fracos ou manter os elos que estão bem, é preciso definitivamente que Deus seja o primeiro lugar na vida da família.

Se a família põe a confiança no Pai Santíssimo, não há como se decepcionarem, pois Ele leva muito a sério a união do matrimônio, mesmo que o casal sucumba em muitos problemas, tendo a Deus, ainda estarão com os elos fortes e podem juntos com o Pai, superar tudo.

Mas, Deus não tira o livre arbítrio de ninguém, então é imprescindível que o casal faça a sua parte e queira que Deus esteja junto deles, sendo o primeiro lugar, os conduzindo e abençoando.

O casal, caminhando juntos, na mesma direção, unidos entre si e com Deus, podem viver plenamente a capacidade de exprimir amor, vivendo como um dom, um presente a ser ofertado diariamente entre eles e para Deus na vocação matrimonial.

Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 28/09/2010)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"O que leva a um(a) jovem do século XXI a se confinar em retiro espiritual por um final de semana?"

Quando um jovem faz um retiro espiritual por um final de semana, com certeza escolhe fazê-lo porque deseja ter um encontro mais próximo com Deus.

Na vida agitada do jovem do século XXI, com tantas cobranças da parte do mundo para ele conquistar principalmente bens materiais, onde o ter, infelizmente é valorizado em posição superior ao do ser, o jovem se sente muitas vezes, mesmo que inconscientemente, menos valorizado e amado, pois o seu ser, sua dignidade, valores e lugar no mundo perante a vontade de Deus estão sendo cada vez mais colocados em segundo plano.

Perante tudo isso e no agito da vida moderna, na mistura de sentimentos em seu interior, ele sente no mais intimo do seu ser, que precisa de um momento para refletir sua vida, para uma interiorização maior e nada melhor, que fazer um retiro espiritual, passando três dias em total entrega a Deus, para encontrar na vontade de Deus direcionamento aos seus anseios mais profundos e conseguir saber como melhor agir para melhor servir a Deus e aos irmãos e assim alcançar a sua salvação.

O jovem se retirando mesmo que por um final de semana e buscando um silêncio interior no retiro, onde possa ouvir melhor a si mesmo e os clamores da voz de Deus no coração, dizendo o quanto ele é precioso e amado, é muito importante para toda sua vida, de tal maneira que após o retiro ele sempre volta renovado e com muita disposição para cumprir o primeiro e maior mandamento que é: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Juliana Gonçalves dos Santos



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

UM NOVO BLOG: "CATEQUESE DIÁRIA".

A Paz de Jesus e o Amor de Maria!...

Criei um novo blog de formação católica apostólica romana, que sempre será atualizado com questões referentes a fé católica e assuntos importantes da vida de um modo geral.

Quem quiser ver e seguir esse novo blog, o link é:
http://catequesediaria.blogspot.com/

Deus te abençõe!

Atenciosamente,

Juliana.

domingo, 11 de julho de 2010

A prisão do egoísmo.


O egoísmo é como uma prisão voluntária em que a pessoa se fecha em si mesma e não deixa agir caridade que a possa libertar.

Essa prisão acontece quando a pessoa se coloca no centro de tudo e esquece que Deus deve ser sempre o seu centro.

O egoísta, preso por vontade própria, acaba por levar na sua prisão particular outra série de pecados e vícios que são resultado do seu amor-próprio acima de todas as coisas.

Movido por amar a si próprio de forma desordenada, ele deixa de ter um olhar interior e exterior correto sobre si mesmo, Deus e as pessoas, passando a ter somente um olhar interior desvirtuado que o cega para tudo a sua volta, pois passa a buscar felicidade sem a luz de Deus, assim na ignorância total, ele pensa que está se amando, mas na verdade ele está tendo um amor contra ele próprio.

A alma presa e cega não percebe nenhuma realidade corretamente, torna-se difícil para ela ver a luz que é Deus, devido a sua condenação ao isolamento do cárcere privado, em que ninguém pode ter acesso. Muitas vezes não percebe o mal que se faz por ser a própria responsável pela solidão em sua vida e principalmente em sua alma, continuamente sofre muito por buscar amor somente para si.

A pessoa egoísta não encontra mais paz nesse cárcere, porque ao buscar auto-satisfação, confunde prazer que é uma realidade do corpo, com felicidade que é uma realidade da alma, ao achar que encontra prazer na verdade só encontra infelicidade, pois o ser humano não foi criado para si mesmo, mas para Deus, ao estar só por vontade própria, se frustra e vive em constante desilusão.

Estando sozinho, o egoísta afirma somente o seu “eu”, se sente excluído e perturbar-se, pode facilmente chegar ao estado até mesmo da demência, tudo por causa de errar o alvo de sua atenção em não ordenar o amor corretamente a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo.

Para sair desse cárcere, primeiramente a pessoa precisa reconhecer que esse amor desordenado por si mesmo é um amor irracional.

O contrário do egoísmo é o amor-caridade, que nos une ao criador e as criaturas de forma ordenada, trazendo de volta a vida, a luz de Deus e conseqüentemente a paz tão almejada que jamais a alma encontra somente amando a si própria, assim ela consegue se livrar de seu cárcere privado, retomando a visão perdida e encontrando a liberdade.

O egoísmo que levava a alma aos outros pecados fica incapaz de agir, quando passa a existir a caridade que vivifica todas as virtudes.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 10/07/2010)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Como evitar palavras más.


Devemos ter muito cuidado com cada palavra que saí de nossa boca.

Jesus nos alertou seriamente a respeito disso, quando afirmou: “Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão conta de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado” (Mt 12, 36-37).

Temos de cuidar dos nossos irmãos até com o que dizemos a eles, para que não sejamos causa de queda e sofrimento por coisas desnecessárias e ruins que dissemos.

Evitemos a todo custo pecar pela língua, se não podemos dizer nada de bom é melhor que fiquemos quietos.

Quando dizemos algo ruim, ferimos a nós mesmos e aos outros e muitas vezes nem percebemos.

Em quantas ocasiões presenciamos a tristeza em que as pessoas se encontram, por causa de palavras vãs que outras pessoas disseram e que as feriram profundamente.

Como bons cristãos, temos sempre que proferir dizeres bons para todas as pessoas e jamais levarmos a nós mesmos e os irmãos a pecarem com nosso descuido com a fala.

Muitas vezes nas pessoas existe o péssimo hábito de falar sem pensar, porque não raciocinam as conseqüências de uma palavra maldosa, então aconselho a fazerem o “jejum da língua”, que consiste em toda vez que for dizer algo ruim, não dizer nada, oferecendo a Deus para que purifique seu modo de falar e que com essa prática aprenda a se disciplinar para ser um cristão melhor, este jejum é muito útil para evitar o pecado da “língua” e tudo que induz a ele.

Outra boa opção para evitar usar mal a fala, é quando for falar algo ruim ao invés de dizer a palavra má, pronunciar o nome de Jesus e Maria.

Devemos também evitar as conversas fúteis, em que as pessoas fofocam, dizem coisas más umas das outras, reclamam sobre tudo e murmuram todo tipo de blasfêmia, lembremos sempre das palavras de Paulo “Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem” (Ef 4, 29).

Se estivermos dizendo muitas coisas ruins quando abrimos a boca, precisamos também parar e avaliar nossa conduta e nosso coração, pois Jesus disse: “Porque a boca fala do que lhe transborda do coração” (Mt 12, 34).

Procuremos também evitar as más companhias com suas conversas que não edificam. Mas, às vezes em um diálogo com as outras pessoas, quando menos se espera surgem conversas desse tipo, então, devemos se houver a possibilidade, carinhosamente buscar corrigir com muito amor e firmeza o mau andamento da conversa, caso contrário, não participe, fique em silêncio desagravando o pecado dos irmãos com alguma oração no seu interior.

Busque a todo custo reter a língua para palavras más e glorifique sempre a Deus com palavras que edifiquem a sua vida e a dos irmãos, preze sempre a virtude de falar, proclamando sempre o que é bom, justo e reto.

Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 18/06/2010)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PARTILHA SOBRE O RETIRO OPÇÃO DE VIDA



No retiro Opção de Vida fui à busca de encontrar a vontade de Deus. Foi um momento muito especial em que senti muito fortemente a graça e a misericórdia de Deus. Ao buscar fazer uma opção de vida, percebi que antes de tudo é importante fazer uma entrega de amor ao Senhor, deixando-se ser conduzida por Ele. A vida, então, fica plena de significado e o Senhor edifica em nosso ser uma obra nova, nos animando para cumprirmos de fato os nossos projetos pessoais e de evangelização.

A partir daí tomando novas resoluções, nos colocamos a caminhar com uma veste nova para a construção de uma vida nova, densa de sentido, que será transfigurada no amor de Deus.

Deus coloca em nosso coração uma vontade firme de segui-lo, nos impulsiona para que nosso comprometimento com a construção do Reino de Deus seja mais forte. Encontramos a certeza que Deus nos ama muito e que, justamente por isso, Ele tem o seu tempo e sua hora para nos revelar o que for da Sua vontade e isso não nos desespera, mas no traz paz em esperar, pois confiamos que Deus é amor.

O Senhor também nos mostra que nossa resposta a Ele tem de ser clara, transparente e verdadeira, se quisermos assumir uma opção de vida sincera, consciente e responsável perante Deus e os irmãos.

A opção de vida feita com Deus é de um caminhar com passos firmes, confiança e entrega, pois um cristão não deve ficar a beira do caminho, parado, mas com um espírito de força, amor e autodomínio ir sempre em frente, por mais difícil que possa ser o caminhar.

Ao buscarmos cumprir inteiramente a vontade do Senhor, teremos feito a melhor opção de vida. Portanto, nossa primeira Opção de Vida tem de ser o seguimento de Jesus por toda a vida e sempre se deixar conduzir por Ele que é bom pastor e jamais abandona suas ovelhas, que somos todos nós.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Anchietanum, no dia 06/06/2010)

SEM AMOR FALTA TUDO!



Todos os nossos atos devem ser feitos com amor, um ato sem amor, deixa de ser a expressão do Deus vivo que reside em nosso ser.

O monje beneditino Benedikt Baur, em seu livro “A vida espiritual”, afirmou sabiamente: “Se falta amor, falta tudo; se há amor, há tudo, porque o amor é a perfeição”.

Desde quando acordamos até dormirmos, temos de nos empenharmos para colocar amor em tudo que fazemos.

Ao cuidar do seu relacionamento com Deus, é de suma importância viver o primeiro mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”, não colocando nada acima do Tudo, Deus deve ser de fato o teu Deus, não criar “falsos deuses” para si e colocá-los acima do amor e empenho ao Senhor.

Ao cuidar de si mesmo, deve-se fazer isso com amor, isso inclui desde o respeito a sua dignidade humana, como também a sua saúde pessoal, seu momento de lazer, de trabalho e de reflexão. Tudo relacionado à sua vida pessoal deve ser tratado com amor.

Ao cuidar do seu relacionamento com as outras pessoas, você deve amá-las como você ama a si mesmo, ao fazer todo o bem para você, deve também buscar realizar o mesmo para seu próximo, jamais menos que isso.

E cada um na vocação que escolheu, precisa realizá-la com o maior amor possível.

Se eu vivo a vocação matrimonial, devo tratar com amor todos da minha casa, para vivermos a santidade que a que somos chamados já nesta vida.

Se eu vivo a vocação sacerdotal ou religiosa, com um grande amor devo tratar todos meus filhos e filhas espirituais em todas as suas singularidades e momentos, acolhendo cada alma com paciência e alegria.

Precisamos ver Cristo nas pessoas, em exatamente cada pessoa que encontramos a todo instante, nem uma a menos, ou seja, todas, sem discriminações, medos e desafetos.

Viver assim é viver na plenitude da vida, é caminhar por esse breve período que Deus nos concede, em oração prática, em uma vida inteira de amor a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos, afinal esse é o pedido do Pai para cada um de nós.

No final desta vida seremos julgados por quanto amor colocamos em nossos atos.

Que todos os seus atos sejam a realização da vida de Deus que está em você e no irmão, ame sem cessar, pois o amor é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14).

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 07/06/2010)

domingo, 6 de junho de 2010

SÃO JOSÉ (esposo e pai exemplar)



José em hebraico significa “Deus cumula de bens”, esse nome revela exatamente quem é São José, pai adotivo de Jesus, o homem que mais recebeu bens divinos.

Ele é esposo de Maria Santíssima e pai de Jesus, os maiores tesouros de Deus na terra, Jesus, seu filho dileto e Maria, foram confiados a São José.

Deus não iria aferir tão importante missão a São José, se não fosse pelas suas extraordinárias virtudes e santidade.

No evangelho ele foi descrito como homem justo, pois viveu, pensou e agiu em conformidade com o desígnio de Deus a todo instante.

Ele recebeu o título de “santíssimo” pela igreja, qualificativo que não dá a nenhum santo.

São José exerceu sua missão com muito amor, homem nenhum no mundo deu mais amor, carinho e cuidado a Jesus que ele.

Recebeu a graça de ser o primeiro homem a carregar o menino Jesus no colo quando nasceu.

Ele protegeu Jesus da fúria de Herodes, conseqüentemente ele cuidou de Jesus e de Maria, para toda a humanidade, fez sempre o que pode para deixá-los seguros, cumprindo fielmente seu papel de pai e marido.

Tomando o exemplo de São José devemos refletir como cada pai está cuidado de seus filhos e esposa. Será que seguindo o exemplo de São José ou o exemplo de pais infiéis, que não se preocupam com a vida da sua família e mais vivem em egoísmo e desamor que amor?

Se isso está acontecendo é preciso retomar o caminho da vida, do perdão e do amor sincero, como Deus quer para todos nós, antes que seja tarde demais.

São José sustentou dignamente sua família com o trabalho de carpinteiro em Nazaré, será que os pais cristãos estão exercendo um trabalho honesto e digno para conseguir o sustento familiar?

Ele não foi egoísta, pensou sempre no melhor para sua família e cumpria prontamente os pedidos de Deus. Na vida familiar, cada pessoa deve pensar se busca sempre o melhor para toda a família ou se age somente conforme seus gostos e desejos.

Buscamos ser fiéis em cumprir a vontade de Deus ou nos endeusamos, nos colocando no centro de tudo e Deus em segundo plano?

São José foi o maior exemplo de homem santo e pai de família que existiu.
Todas as pessoas deveriam recorrer sempre a ele e na veneração a tão grande santo, procurar imitá-lo em sua justiça, bondade, atenção e amor a Jesus e a Maria.

Todo cristão deve refletir se a exemplo de São José, está exercendo bem a missão dada por Deus ou se contrariamente esta permitindo o tempo passar e com ele, as oportunidades de fazer o melhor a Deus, para servi-lo.

São José recebeu Jesus desde o início com zelo, cuidado, respeito e amor. É muito importante também pensar, como recebemos atualmente Jesus, principalmente na eucaristia, será que com o mesmo zelo, cuidado, respeito e amor? Ou estamos o abandonando, não fazendo caso de sua presença tão real, viva e divina todos os dias nas igrejas?

A convivência com Jesus e Maria deve ter sido extremamente especial a São José, afinal ele passou tantos anos na companhia de Jesus, observando seus divinos exemplos e na de Maria, observando a prontidão dela em servir e amar com tanto amor ao próprio Deus também na figura de seu filho Jesus.

Certamente nenhum outro homem conheceu e amou tanto Jesus e Maria quanto São José.

Também nós devemos procurar conviver o máximo possível com Jesus e Maria em nossas vidas, que eles estejam tão presentes em nossas almas, quanto a nós mesmos, para isso devemos pedir essa graça a São José, que nos ensine como amá-los mais a cada momento como ele fez.

São Cura d’Ars, o patrono dos párocos, dizia: “Oh Jesus, dai-me a ardente caridade de São José, e nada mais restaria desejar sobre a terra”.

Para São José se atribuí um poder de intercessão sem limites, tanto que Santa Teresa que foi uma grande devota dele, afirmou: “Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e encomendei-me muito a ele... Não me lembro, até o presente, ter-lhe pedido coisa que tenha deixado de fazer. Causa espanto as grandes mercês que Deus me fez por meio desse bem-aventurado Santo, dos perigos que me livrou, assim do corpo como da alma. A outros Santos parece que o Senhor lhes deu graça para socorrer em determinada necessidade. Deste glorioso Santo tenho experiência que socorre em todas... Só peço, por amor de Deus, que o prove quem não me acreditar e verá por experiência o grande bem que é encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção”.

Na ultima aparição de Nossa Senhora em Fátima, os videntes contemplaram um espetáculo muito belo. Quando Nossa Senhora desapareceu, surgiu como um quadro a Sagrada Família. À direita estava Nossa Senhora, vestida de branco com um manto cerúleo e o rosto mais resplandecente que o sol; à esquerda, São José com o Menino Jesus, no ato de abençoar o mundo. Eis o lugar de São José no céu, entre Jesus e Maria.

Assim sendo, quem a tão amado e grande santo se confia, caminha inspirado por ele, de virtude em virtude, de graça em graça, até atingir um elevado grau de santidade e estar como ele para sempre ao lado de Jesus e Maria por todos os séculos sem fim.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 10/05/2010)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O JOVEM RICO



Certa vez, um jovem rico avistou Jesus e foi ao seu encontro e quis saber o que fazer para possuir a vida eterna.
Jesus disse que ele deveria observar todos os mandamentos, vender tudo o que tinha, dar o dinheiro aos pobres e depois o seguir, carregando a sua cruz.
O jovem disse que já cumpria os mandamentos, mas se entristeceu quando Jesus disse que ele deveria se desapegar de tudo que tinha e o seguir.
Essa passagem da bíblia revela pelas palavras de Jesus, o quanto é importante a todas as pessoas serem desapegadas das coisas que as escravizam para seguirem ao Senhor.
O pedido de Jesus para esse jovem rico, de vender suas coisas e dar tudo aos pobres, é um pedido de desprendimento das coisas do mundo que estavam completamente em volta do jovem, como se fosse uma parte vital dele que ele não conseguia tirar de si, coisas que o aprisionavam e não lhe dava verdadeira liberdade como filho de Deus.
Jesus antes de fazer esse pedido, fixa o olhar nele e ama o jovem como ele é, mas diz que é preciso que ele se desapegue, ou seja, como ao jovem rico, Jesus ama a todas as pessoas, mas deixa claro, que se não nos desprendermos das nossas escravidões, sejam elas quais forem, pequenas ou grandes, não seremos livres para viver a proposta do Reino de Deus, que Jesus veio instaurar.
A escravidão desse jovem eram suas riquezas, seus bens materiais, ele levava uma vida espiritual baseada em seguir os dez mandamentos, mas materialmente era muito apegado aos seus bens e por isso não era livre para entregar a vida para Deus com liberdade.
A proposta de Jesus para esse jovem é muito importante para toda a humanidade, porque sem renúncias, sem o desapego dos bens desordenados e sem estar pronto para ser livre em Deus já nesta vida, fica muito difícil caminhar rumo à vida eterna.
O desapego, a renúncia e a vida livre no amor de Deus, é algo que parece quase utópico, impossível de se conquistar, mas Jesus é enfático dizendo, que ao que aos homens parece impossível, para Deus é possível e ainda complementa afirmando, que quem se abandonar em seus braços, com total confiança e entrega, receberá muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.
A proposta de Jesus observando dessa forma, é irresistível, somos impulsionados a dizer que abandonaremos imediatamente as nossas pequenas e grandes escravidões humanas, porque desejamos receber a vida eterna e caímos numa grande tentação de julgar o jovem rico, porque ele ao ouvir a proposta de Jesus, se entristeceu, pois era muito rico.
Mas sejamos sinceros com o Pai e reflitamos com amor a tristeza do jovem rico, será que cada um de nós já conseguiu se libertar como Deus deseja para alcançar a vida eterna? Muito fácil é julgar o irmão, o difícil é olhar nosso coração, nossos apegos desordenados, nossa falta de entrega a Deus e ao seu projeto de amor e vida em plenitude.
Convido você agora a imaginar um encontro com Jesus e fazer essa mesma pergunta a Ele: Senhor que devo fazer para ganhar a vida eterna? O que Jesus pediria para você se desapegar? Qual seria a intensidade de entrega que o Senhor te pediria? Você também como o jovem rico ficaria triste frente aos pedidos do Senhor ou apesar de saber da dificuldade de carregar a sua cruz, a tomaria com amor, pois na cruz está todo o peso que cada um tem de carregar e para levá-la até o fim, é preciso empenho, renuncias, deixar para trás tudo que possa estar pesando e impedindo você de conseguir caminhar com ela.
Nesta vida cada um de nós tem de levar a sua cruz e é impossível levá-la e ao mesmo tempo as coisas que nos escravizam, na verdade essas coisas, ou fazem com que abandonemos nossa cruz e fiquemos já como mortos nessa vida, aguardando não a vida eterna, mas já entregues por livre vontade a condenação eterna ou faz com que o peso da cruz se torne quase que praticamente impossível de levar, fazendo com que a arrastemos com as cargas extras dos apegos até que ao chegar à outra vida, precisemos passar por um momento de purificação de tudo antes de viver eternamente com o Pai.
Irmãos, não sejamos tolos e com falta de fé, mas sábios que se desapegam de suas escravidões, carregando com amor a nossa cruz por mais pesada que seja e entreguemos a nossa vida a Deus, confiando Nele e em suas promessas, vivendo de forma diferente, daqueles que estão presos e ofuscados por aquilo que não é, pois somente Deus é: o tudo, o amor em essência plena e eterna!
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14,6.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site da Associação do Senhor Jesus (TV Século 21), no dia 5/5/2010)

PARTILHA SOBRE O ESPAÇO PROJETO DE VIDA



No Espaço Projeto de Vida, percebi a ânsia de todos nós jovens em procurarmos organizar a vida de tal modo que possamos fazer concretas as palavras de Jesus para lançarmos as redes do nosso viver em águas mais profundas, tendo Ele sempre como nosso horizonte.

Foi um momento muito especial, em que ao elaborar meu projeto de vida, pude perceber aspectos da minha realidade pessoal e social que não tinha antes observado e o quanto eles são importantes para ir ao encontro do projeto de mundo de todos nós, que é a construção do Reino de Deus, tendo como referência o projeto de pessoa que é Jesus Cristo.

O interessante é que ao elaborar o meu projeto de vida, percebi o quanto é necessário ir ao encontro do projeto de vida das outras pessoas. As histórias de vida, fé, esperança e do grande amor de Deus que ouvi dos outros jovens que conheci nesses dias me deram mais ânimo e força para realizar o meu projeto pessoal e, nessa descoberta, percebi que estamos todos unidos, somos filhos de um mesmo Pai, na busca de um mesmo amor.

Os questionamentos que foram colocados, as dinâmicas, as orações e até mesmo os momentos de integração podem ser resumidos em uma só frase: O grande amor de Deus por todos nós!

E, dessa forma, fica clara a importância de elaborar um projeto de vida, em que Deus seja a nossa luz por toda a nossa vida. Por isso, esse Espaço Projeto de Vida é tão importante para que percebamos que, desde o ponto de partida até o ponto de chegada, nosso horizonte é Jesus Cristo e que unidos elaboramos um projeto pessoal, baseado em nossas singularidades, mas com foco no que é de todos nós, que é o desejo da construção e da vivência de um mundo com mais amor, justiça, respeito e fraternidade, como Jesus nos mostrou a ponto de dar sua vida por amor a todos nós!

Juliana Gonçalves dos Santos.

(Artigo publicado no site Anchietanum, no dia 28/04/2010)

DOCE MARIA



Doce Maria,
Amor sem fim,
Doce Maria,
Maria vem a mim.

Desces do seu trono no céu,
Para vir dizer que nos ama,
E se preocupa com nossas almas,
Por Jesus nos clama.

Mãezinha tão gentil,
Chora pelos filhos teus,
Cuida com amor de todos,
Não quer perder nenhum dos seus.

Ó querida Mãe,
Bendita e amada sempre seja.
Devemos obedecê-la com carinho,
Tu és o nosso ninho de amor,
Não se esqueces de nenhum de nós e padeces conosco a nossa dor.

Mãe divina vem nos pedir,
Para voltarmos a Deus,
O caminho é simples, o amor do Pai não é complicado,
Sempre a Senhora nos ensinou mãe querida,
O caminho da vida!

Juliana Gonçalves dos Santos

(Poesia publicada no site Igreja Hoje, no dia 08/12/2009)

A VINDA DO FILHO DE DEUS!



Deus é o tudo eternamente!

A vinda do filho de Deus é para nos mostrar: Deus é o tudo!

A preparação que cada um de nós deve fazer para a vinda do filho de Deus é algo muito grande, importante e necessário no tempo que estamos vivendo.

O sentido do nascimento do menino Jesus, é o sentido que deve ter o nascimento Dele em nós, na nossa vida no momento que vivemos hoje.

O que isso nos representa?

Como nos toca a vinda do filho de Deus?

O que faremos?

Estaremos preparados para a sua chegada?

Precisamos urgentemente nos preparar para sua chegada!

O questionamento principal que devemos fazer para percebermos se já estamos preparados para recebê-lo é se já compreendemos e vivemos o amor. E posteriormente a esse, devemos nos indagar, se já encontramos a plenitude da verdade em Deus.

E quando Jesus vier, na celebração do natal, estaremos em pé para acolhê-lo sem medo algum ou fugiremos desesperados tentando nos esconder? Como, no entanto, se fosse possível nos escondermos de Deus.

Ele virá até você e te perguntará: Você me ama? Como você está? Está preparada (o)?
Não é possível mentir a Deus, não é possível tentar enganá-lo dando desculpas sobre desculpas, Ele sabe tudo, somente te olhará com ternura e ambos saberão se o seu sim a Ele é realmente sim e se o seu não é realmente não.

No final o que resta é o Tudo que é Deus.

Na pátria celeste todos entoarão um mesmo canto a Deus e todos se amarão como irmãos filhos de um mesmo Pai.

O que Deus reserva aos que o amam é algo indescritível, as pequenas coisas desse mundo são de fato pequenas coisas que devemos ir nos desapegando a cada segundo mais, para estarmos preparados para a chegada do Senhor, para conseguirmos compreender e sermos dignos de viver Nele, por Ele e com Ele por toda a eternidade.

Para recebermos o Tudo, nessa preparação do Advento, a receita simples, mas eficiente, é irmos nos desapegando do nada que não nos leva até o Amor, a Verdade e até Deus.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 01/12/2009)

COMO FAZER PARA AMAR A TODAS AS PESSOAS!



Quando alguém nos ofende, como proceder?

A receita é: pensa em quanto essa alma é importante a Deus, que essa pessoa, é também sua irmã em Cristo e que seu único dever com ela, é amá-la eternamente.

Faz assim: Não a rejeites, nem revide o mal com o mal, mas como Jesus na Cruz diga: Pai perdoa porque essa pessoa não sabe o que faz.

Temos de ter misericórdia com as misérias do próximo e também as pessoas com as nossas. Todos nós somos pecadores, alguns podem cair em pecado mais vezes e mais gravemente, mas todos nós, sem exceção enquanto estivermos nessa vida, infelizmente cometeremos algumas ações contrárias à vontade de Deus.

Isso não significa aceitar o mal, pelo contrário, o mal nos afasta de Deus. Não se deve aceitar o pecado, mas deve-se aceitar o pobre pecador, amando-o como Jesus faria.

Cada um de nós, deve se esforçar ao máximo para não ceder ao mal, sempre revidá-lo com o bem, sempre amar. Mas isso só é possível com vida em Deus, em oração, em aprofundamento espiritual na vontade Divina.

Não devemos nos concentrar no mal que há atualmente no mundo, porque se assim procedemos estaremos no caminho de nele entrarmos. Ao contrário, devemos aceitar a paz divina que Deus nos dá, vivê-la de fato e transmiti-la a todos sem exceção alguma.

Como cristãos devemos amar sem limites e sem julgamentos, vivendo em paz, amor, cordialidade, respeito e verdade como Cristo, que venceu a morte e passou por essa vida vivendo a plenitude do amor.

Deus é a cura de todo mal. Para procurarmos preservar a nós e a nossos irmãos de todo mal, devemos orar se possível diante da cruz todos os dias, pois sem oração não podemos encontrar paz.
Sem oração, estamos suscetíveis a cometer a todo instante os mesmos erros daqueles que não compreendem mais o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.

Um bom método para seguirmos todos os dias é: rezar de manhã, pedindo que Deus abençoe nosso dia e nossos afazeres, depois ler um trecho da bíblia procurando vivê-lo no dia, em cada dificuldade pensar em como Jesus agiria nesse momento e procurar imitá-lo humildemente. No meio do dia achar um tempo e rezar novamente, renovando as forças em Deus e para finalizar, terminar o dia rezando e refletindo todo o dia que se passou e agradecer ao Pai pela sua misericórdia infinita com todos nós.
É preciso buscar a Deus, se Ele é ultima lembrança de teus pensamentos, então as coisas do mundo podem estar tendo para você têm mais valor que o próprio Deus!

Temos de estar de prontidão a todo o momento a dizer: Eis-me aqui, Senhor, eis-me aqui para amar meu irmão que me ama, mas também aquele que não me ama e me fere de tantas maneiras, eis-me aqui para ajudar os necessitados de teu amor, eis-me aqui para ser o ultimo para que Tu sejas o primeiro, eis-me aqui porque aí de mim, se não estiver pronto para responder a sua voz, ai de mim se passar por essa vida sem compreender o amor, ai de mim se o Senhor passar por mim e eu indiferente, não vos reconhecer...!

A todo instante Deus passa por nós, a todo instante Ele nos ama para sempre!

Como cristãos temos de ter tempo e espaço para Deus.

Ao aprofundarmos na vida de oração, nos aprofundamos na vida espiritual. Sem vida espiritual fica difícil compreender a beleza e a necessidade do amor ao próximo nos dias que estamos vivendo.
Nós precisamos da oração! Isso é uma exclamação, não há dúvidas, não há o que questionar, aquele que se diz cristão, mas não reza, acaba inevitavelmente ficando confuso em si mesmo, porque não falando com Deus que ama, cuida e instrui, acaba dependendo somente de si mesmo e de suas próprias forças, mas homem algum se sustenta em si mesmo, sem ir de encontro a Deus.

Para alcançar o amor ao próximo devemos ir além da razão, o amor mais profundo brota do coração que se doa, que não espera ser amado, mas espera amar, a razão por si só não compreenderia isso, mas para o coração, o amor não precisa ter lógica extrema, ama-se porque o amor é doação, é sentimento, vem do interior, do mais profundo do ser.

A vida muda com oração, ela jamais é igual como quando não se orava, sempre é melhor, sempre nos faz caminhar melhor e mais rapidamente até a cidade celeste.

Reabastecidos com a Luz de Deus, teremos Luz para transmitir aos irmãos, ainda mais aqueles mais necessitados, que se encontram já como que em trevas profundas na vida, às vezes quando levamos a eles essa Luz do alto, ficam até meio cegos, porque a luz de Deus é muito forte, mas aos poucos, eles vão abrindo os olhos e aquela luz antes rejeitada, esquecida, abandonada, passa a ser luz inflamada no peito, que entra para nunca mais sair se a pessoa permitir.

Como função de toda luz é deixar tudo claro, muitas misérias ficarão visíveis, mas com a revelação das misérias, também vem a revelação do amor divino, que tudo transforma perdoa e purifica se a alma se abrir a verdade.

Em nosso coração devemos ter um enorme desejo de Deus e da salvação das almas, assim conseguiremos amar a todas as pessoas.

Quando nos sentirmos tristes e quase perdermos as forças devido à maldade, olhemos Jesus na cruz e pensemos: Ele foi traído, os amigos o abandonaram quando disse que sua alma estava numa tristeza mortal no horto das oliveiras, ele foi preso, todos buscavam um jeito de condená-lo sendo que ele nada fez de errado, cuspiram nele, lhe deram socos, bofetadas, foi injustamente julgado ser pior do que o pior dos ladrões, pois Barrabás foi escolhido para ser libertado em seu lugar, fincaram espinhos em sua cabeça através da coroa de espinhos, davam-lhe na cabeça com uma vara, foi golpeado, ridicularizado, arrancaram pedaços de sua carne, suas forças foram quase totalmente sugadas quando carregou a pesada cruz sob os ombros, suas mãos e seus pés sentiram a dor de serem pregados em um pedaço de madeira, foi morto e como se ainda não bastasse fincaram uma lança em seu peito.

E ele sofrendo tudo isso, deu o maior testemunho de amor! Amou até o fim, venceu a vida, venceu a morte e nos libertou pelo amor e é procurando viver esse mesmo amor que mostraremos ter compreendido suas palavras.

Relembremos, portanto algumas frases de Jesus a respeito desse assunto e jamais nos esqueçamos de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo:

“Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem.” (MT 5, 44)

“Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra.” (MT 5, 38)

“Bem- aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” (MT 5, 7)

“Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.” (MT 5, 23-24)

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.” (MT 7, 12)

“Então Pedro se aproximou dele e disse: “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt, 18, 21-22).

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 27/11/2009)

O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



O sagrado coração de Jesus é uma fonte inesgotável de amor.
Se quisermos paz, alegria e descanso a nossa alma, devemos ser devotos do coração amoroso de Jesus, que está sempre pronto para amar, acolher e perdoar.
O coração de Jesus deve reinar sobre o nosso, para que toda maldade, como o ódio, adultério, homicídio, cobiça, inveja, raiva, avareza, imoralidades, ciúmes e maus pensamentos que Jesus afirmou que nascem de dentro de nosso coração, sejam substituídos por obras boas.
É com o coração humano e divino de Jesus que devemos aprender a amar, ele mesmo nos deixou essa receita, quando disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11,28).
Jesus, manso e humilde de coração! Seu coração acolhe a todos, os santos e os pecadores, os fracos e os fortes de espírito, as crianças, os adolescentes, os jovens e os idosos, os sadios e os doentes. O coração tão amoroso de Jesus não distingue uma pessoa da outra, ele não escolhe, como nós fazemos, separando e deixando entrar em nosso coração somente aqueles que nos são bons e nos querem bem. Jesus é diferente, ele tem para todos os homens do mundo todo, uma morada permanente dentro de seu coração. Basta o homem em seu livre arbítrio querer estar dentro desse coração santo, puro e perfeito.
Muitos infelizmente rejeitam e não se deixam amar pelo sagrado coração de Jesus, tem em suas vidas o que de mais precioso existe e não o reconhecem, não aceitam, acham que auto se bastam para viver. Pobres almas, ainda longe do coração de paz de Jesus.
Se não aceitamos ser amados pelo coração de Jesus, que devemos esperar da vida? Uma solidão enorme, sem esse coração que nos ama profundamente, nos falta o amor verdadeiro. O coração humano vai agonizando e morrendo sem se permitir amar por nosso Senhor, torna-se um coração com uma imensa saudade, que só pode ser saciada no encontro com o coração de Jesus.
O ser humano tem que se esforçar para que seu coração ame o amor, que é Jesus. Por isso deve esvaziar do seu coração tudo que não leva para o fim almejado, todas as coisas do mundo que invés de libertarem o coração humano para encontrarem o coração de Jesus, o aprisionam como escravo.
São Francisco de Assis, disse: “O amor não é amado! O amor não é amado! Como é que os homens podem amar uns aos outros se não amam o amor?”
O amor deve ser profundamente amado acima de todas as coisas, deve também ser respeitado, adorado e ser com profunda sinceridade a única preciosidade da existência.
O próprio significado do nome de Jesus é "Salvador" ou "Jeová salva" e foi revelado pelo anjo Gabriel quando anunciou o nascimento do nosso Senhor a José: “Ela dará à luz um filho a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados" (MT 1,21). O nome de Jesus expressa o que Ele é: o verdadeiro amor! E no seu coração se encontram todas as dádivas que o homem precisa.
Ele é esse amor esse que nos amou tanto que morreu numa cruz para nos amar. Será que morreríamos na cruz por alguém? Jesus morreu na cruz por cada um de nós! Todos, sem distinção já fomos salvos por Jesus, só basta aceitarmos nossa salvação.
Jesus morreu com seu coração pregado numa cruz, morreu por nos amar! Seu coração morreu de amor, mas pelo mesmo amor, ressuscitou e continua amando por todos os séculos sem fim.
O coração de muitas pessoas se encontra como morto para o amor de Jesus, enquanto deveriam estar vivendo pelo seu amor.
Viver no coração de Jesus, que graça linda todos nós recebemos.
Aceite viver no coração de Jesus! Se deixe amar, encontrar e permanecer no coração amoroso de Nosso Senhor para sempre. Se consagre ao coração de Jesus.
Santa Margarida Maria Alacoque, recebeu várias revelações de Jesus para que impulsionasse mais esta devoção ao seu sagrado coração. Tais revelações depois foram difundidas pelo seu conselheiro espiritual, o jesuíta São Claudio de la Colombière.
Jesus mostrando o seu coração divino, disse a santa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.
Jesus apareceu a santa Margarida Maria Alacoque numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Jesus, distinguem-se classicamente 12 promessas deixadas para aqueles que se consagrarem ao seu coração. São elas:
1-A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
2-Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
3-Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
4-Eu os consolarei em todas as suas aflições.
5-Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.
6-Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
7-Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
8-As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
9-As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
10-Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
11-As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12-A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

Juliana Gonçalves dos Santos.

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 26/09/2009)

A GRANDEZA DE DEUS



Ó minha alma, como és grande
pois somente Deus pode te satisfazer!
ó minha alma, como és bela
pois vibras na harmonia do viver!

Ó minha alma, como és iluminada
pois viste a grandeza de teu Deus!
ó minha, como és sábia
pois sentes sua pequenez diante de Deus!

Ó meu Deus! Como és maravilhoso
pois me deste o dom da vida
e assim me deste a oportunidade
de um dia, enfim, a Vós chegar!
será, então, a felicidade!

Juliana Gonçalves dos Santos


(Poesia publicada no site Igreja Hoje, no dia 18/09/2009)

A BENÇÃO DO SENHOR



Senhor eu vim procurar,
uma resposta que me faça acreditar,
nos caminhos que tenho me colocado a andar,
se devo neles continuar.

Tu me mostraste que és minha rocha,
é ao Senhor que continuamente devo buscar,
ver sua beleza e verdade na vida,
e o tempo é precioso para servir e amar.

Perguntastes-me se tenho coragem,
de anunciar e profetizar,
as maravilhas e desafios da vida.

Ó Pai tu bem sabes,
conheces e sondas todo o meu coração,
se te reverencio e adoro tanto,
com amor também quero doar-me aos meus irmãos.

Se eu sempre procurar a sua santa face,
e não fazer das coisas criadas meus ídolos,
posso sempre carregar a minha cruz,
e também ajudar a levar dos meu irmãos,
ser outra Maria Madalena ou outro Simão.

Conduzi-me sempre meu bom mestre,
és me rei, minha vida e meu Senhor,
e no sentimento bem- aventurado,
exclame toda minha existência o seu amor.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Poesia publicada no site Igreja Hoje, no dia 13/09/2009)

ENCONTRAR DEUS E O PRÓXIMO



Cada um de nós deve encontrar um jeito de viver no mundo, amando a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos.
Nós não somos a fonte para nós mesmos e nem o outro é nossa fonte, o único que sacia nossa existência é Deus, mas, para encontrá-lo, precisamos passar pelo próximo e ajudá-lo a compreender que somos criados para Deus.
Para encontrar nosso divino Mestre, passando pelo irmão, devemos viver em santa convivência, muitas vezes para isso, teremos de fazer com que nosso coração que pode estar que nem pedra volte a ser de carne, capaz de amar, compreender e servir, sem nada esperar em troca.
Só um coração de carne, vivo e pulsante, que sente e ama, pode compreender a beleza de encontrar Deus e o próximo.
Na beleza do encontro do eu com o outro, devemos deixar que cada pessoa tenha o seu rosto, aceitar a todos, sem distinção como irmãos e amá-los como parte de si mesmo no amor criador de Deus.
Quando compreendemos que ao nos encantarmos com a beleza do outro, estamos amando a beleza de Deus, nele, estaremos libertos no amor divino.
Sentiremos no contato com o próximo, a nossa humanidade e a humanidade de Jesus.
Nessa sintonia entre criador e criaturas, não é possível mais nos sentirmos superiores aos outros em nenhum aspecto da vida, pois sabemos que Jesus se entregou por todos com amor igual.
Precisamos ser de uma vez por todas cristãos livres, extremamente livres, no amor que entregamos em doação profunda a Deus e ao próximo.
Assim viveremos e seremos como criaturas que amam em espírito e verdade.
Sentiremos grande paz em amar sem medida, a Deus acima de tudo e a todos com amor igual, olhando-nos realmente como irmãos e nos guardando no coração, como membros de nós mesmos.
Pense: Você realmente ama a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo?

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 01/09/2009)

A ESPERANÇA



A fé e a caridade estão ligadas a esperança.
Se você está desanimado, se sente desolado, seu coração parece não sentir nada, está em noites escuras e vivendo em desespero, reavive sua esperança firme e convicta em Deus.
Muitas vezes o “silêncio” de Deus acontece para te proporcionar: crescimento espiritual, amadurecimento da fé e fortaleza da caridade.
Padre Pio de Pietrelcina, certa vez disse: "Se Jesus se manifesta a você, agradeça-Lhe; se Se esconde, agradeça-Lhe também. É tudo parte do jogo do amor."
Deus nos dá o nosso eixo, mas precisamos sempre esperar Nele, e não colocar nossa esperança em coisas materiais, como trabalho, dinheiro, pessoas, entre outros, cada um sabe onde costuma colocar sua esperança, e sabe também o quanto se decepciona se ela não for colocada somente em Deus.
Tendo esperança pura e perfeita em Deus, nada será capaz de abalar e atrapalhar a união belíssima de criatura e criador, nem trevas e dor, ao esperar pacientemente em nossa majestade, encontraremos força suficiente para continuar nos caminhos da vida.
Quando deixamos a esperança escapar, é como se deixássemos apagar a luz de Deus que brilha em nós. E sem Ele, aí sim entraremos na real escuridão dessa existência, sentiremos frio e passaremos a viver tristemente sós, ora, o só é somente ele, o só perturbar-se, o só não quer mais a companhia de seu único salvador, o só se sente excluído, quando na verdade, foi ele mesmo que se excluiu do amor de Deus.
Ao contrário disso, quando temos esperança em Deus, deixamos de estar só, para vivermos em solidão, que significa “só em Deus” (solideo), o solitário é ele e Deus, sempre está em paz, sabe que tem o amparo de Deus.
Nessa jornada da vida, não podemos caminhar sem esperança em Deus!
As pessoas em nossa volta muitas vezes nos auxiliam e precisamos uns dos outros, sempre nos amando mutuamente, necessitamos de companhia e solidão, mas nossa esperança deve estar pautada em Deus, Ele é nosso amor maior, Ele é o nosso Senhor e Ele é nossa esperança pura e perfeita.
Por isso espere em Deus, mesmo que pareça não haver mais esperança, numa determinação heróica de sua alma, com discernimento, o Senhor te conduzirá para o fim para o qual foi criado que é louvá-lo, reverenciá-lo, servi-lo e dessa forma, alcançar a salvação de sua alma.
Sua esperança o levará a verdade e ela te libertará.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site da Associação do Senhor Jesus (TV Século 21), no dia 1/9/2009)