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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A bondade de Deus


Muitas pessoas se convertem somente no fim de suas vidas, enquanto outras parecem nascer com uma fé tão grande em Deus, como se amá-lO, servi-lO e adorá-lO fosse inerente à suas vidas.

O fato é, que independente do momento de conversão das pessoas, Deus oferece a aquele que passou a vida toda O servindo, a mesma salvação para aquele que no ultimo momento O encontrou e se voltou para Ele.

Jesus comparou o reino dos céus, a um pai de família que contratou diversos operários em diferentes momentos do dia e ao pagá-los deu a todos o mesmo valor, os operários que trabalharam mais reclamaram de terem ganhado a mesma quantia que os que trabalharam menos, o pai de família perante essa situação, responde a um desses que reclamou: “Eu quero dar a este ultimo tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?” (MT 20, 14-15).

O tempo para Deus é diferente da noção de tempo que o ser humano possui e a Sua bondade ultrapassa o entendimento dos homens.

Sempre é tempo para voltar-se para Deus, enquanto há vida, existe salvação.

O que Deus na sua infinita bondade deseja é que todos os seus filhos entrem no reino dos céus, para isso recompensa com o seu Amor e salvação eterna, a todos que independente do momento da  vida se voltam sinceramente para Ele.

Mas isso não deve ser usado como desculpa para viver de forma desordenada, fazendo mau uso da liberdade e só no fim da vida pensar em se voltar ao Pai para querer a salvação, seria muita hipocrisia e falta de amor.

Deus é o próprio amor e misericórdia, mas também é justo, fiel, tudo vê, conhece minuciosamente o coração e a mente humana, perscrutando assim todos os pensamentos e ações, ou seja, é impossível enganá-lO. Ele recompensa a todos que fazem por merecer, independente da época, pode ser no ultimo instante da vida, mas é preciso que se deseje a conversão e que seja com sinceridade.

Para aqueles que a muito tempo amam, adoram e servem a Deus, que a misericórdia e o grande amor do Pai para com todos os seus filhos, não se torne causa de ciúme e cobrança maior do divino amor, mas de alegria, porque aquele que procura de fato amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, se rejubila com todo o céu, por cada alma que se volta para o Senhor.


Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 20/10/2010)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os elos da família com Deus.

Na família, uma corrente de elos deve ser mantida, quando os elos são fortes, a corrente é forte, se os elos são fracos, a corrente será fraca e pode se romper, se os elos não forem fortificados.

É preciso fortalecer os elos se eles encontrarem-se fracos. Jesus foi enfático ao dizer para o homem não separar o que Deus uniu! Por que os casais não levam a sério a benção de Deus dada no casamento? É aí que começam os problemas.

Se os casais não dão ouvidos a palavra de Jesus para manterem-se unidos, que juntos são uma só carne e não percebem a profundidade que é terem recebido juntos uma benção de Deus no sacramento do matrimônio, viverão de mal a pior.

Se, o elo mais importante da família que é a vivência na palavra e no amor de Deus não existir, o que sobra? Somente a confiança neles próprios e obviamente, todos os seres humanos sabem, que quando confiam somente em si mesmos, podem facilmente cair no pecado do egoísmo, da auto-satisfação e do adultério, porque se esquecem de viver em Deus que é o fortificador da união, que os une e conduz em todas as alegrias e dificuldades.

Elos fracos na união, podem se romperem facilmente, pois se o marido quer no casamento ir para a esquerda e a esposa para a direita, não ficarão unidos para se fortalecerem e não se romperem.

Para fortalecer os elos que estão fracos ou manter os elos que estão bem, é preciso definitivamente que Deus seja o primeiro lugar na vida da família.

Se a família põe a confiança no Pai Santíssimo, não há como se decepcionarem, pois Ele leva muito a sério a união do matrimônio, mesmo que o casal sucumba em muitos problemas, tendo a Deus, ainda estarão com os elos fortes e podem juntos com o Pai, superar tudo.

Mas, Deus não tira o livre arbítrio de ninguém, então é imprescindível que o casal faça a sua parte e queira que Deus esteja junto deles, sendo o primeiro lugar, os conduzindo e abençoando.

O casal, caminhando juntos, na mesma direção, unidos entre si e com Deus, podem viver plenamente a capacidade de exprimir amor, vivendo como um dom, um presente a ser ofertado diariamente entre eles e para Deus na vocação matrimonial.

Juliana Gonçalves dos Santos


(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 28/09/2010)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SEM AMOR FALTA TUDO!



Todos os nossos atos devem ser feitos com amor, um ato sem amor, deixa de ser a expressão do Deus vivo que reside em nosso ser.

O monje beneditino Benedikt Baur, em seu livro “A vida espiritual”, afirmou sabiamente: “Se falta amor, falta tudo; se há amor, há tudo, porque o amor é a perfeição”.

Desde quando acordamos até dormirmos, temos de nos empenharmos para colocar amor em tudo que fazemos.

Ao cuidar do seu relacionamento com Deus, é de suma importância viver o primeiro mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”, não colocando nada acima do Tudo, Deus deve ser de fato o teu Deus, não criar “falsos deuses” para si e colocá-los acima do amor e empenho ao Senhor.

Ao cuidar de si mesmo, deve-se fazer isso com amor, isso inclui desde o respeito a sua dignidade humana, como também a sua saúde pessoal, seu momento de lazer, de trabalho e de reflexão. Tudo relacionado à sua vida pessoal deve ser tratado com amor.

Ao cuidar do seu relacionamento com as outras pessoas, você deve amá-las como você ama a si mesmo, ao fazer todo o bem para você, deve também buscar realizar o mesmo para seu próximo, jamais menos que isso.

E cada um na vocação que escolheu, precisa realizá-la com o maior amor possível.

Se eu vivo a vocação matrimonial, devo tratar com amor todos da minha casa, para vivermos a santidade que a que somos chamados já nesta vida.

Se eu vivo a vocação sacerdotal ou religiosa, com um grande amor devo tratar todos meus filhos e filhas espirituais em todas as suas singularidades e momentos, acolhendo cada alma com paciência e alegria.

Precisamos ver Cristo nas pessoas, em exatamente cada pessoa que encontramos a todo instante, nem uma a menos, ou seja, todas, sem discriminações, medos e desafetos.

Viver assim é viver na plenitude da vida, é caminhar por esse breve período que Deus nos concede, em oração prática, em uma vida inteira de amor a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos, afinal esse é o pedido do Pai para cada um de nós.

No final desta vida seremos julgados por quanto amor colocamos em nossos atos.

Que todos os seus atos sejam a realização da vida de Deus que está em você e no irmão, ame sem cessar, pois o amor é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14).

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 07/06/2010)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O JOVEM RICO



Certa vez, um jovem rico avistou Jesus e foi ao seu encontro e quis saber o que fazer para possuir a vida eterna.
Jesus disse que ele deveria observar todos os mandamentos, vender tudo o que tinha, dar o dinheiro aos pobres e depois o seguir, carregando a sua cruz.
O jovem disse que já cumpria os mandamentos, mas se entristeceu quando Jesus disse que ele deveria se desapegar de tudo que tinha e o seguir.
Essa passagem da bíblia revela pelas palavras de Jesus, o quanto é importante a todas as pessoas serem desapegadas das coisas que as escravizam para seguirem ao Senhor.
O pedido de Jesus para esse jovem rico, de vender suas coisas e dar tudo aos pobres, é um pedido de desprendimento das coisas do mundo que estavam completamente em volta do jovem, como se fosse uma parte vital dele que ele não conseguia tirar de si, coisas que o aprisionavam e não lhe dava verdadeira liberdade como filho de Deus.
Jesus antes de fazer esse pedido, fixa o olhar nele e ama o jovem como ele é, mas diz que é preciso que ele se desapegue, ou seja, como ao jovem rico, Jesus ama a todas as pessoas, mas deixa claro, que se não nos desprendermos das nossas escravidões, sejam elas quais forem, pequenas ou grandes, não seremos livres para viver a proposta do Reino de Deus, que Jesus veio instaurar.
A escravidão desse jovem eram suas riquezas, seus bens materiais, ele levava uma vida espiritual baseada em seguir os dez mandamentos, mas materialmente era muito apegado aos seus bens e por isso não era livre para entregar a vida para Deus com liberdade.
A proposta de Jesus para esse jovem é muito importante para toda a humanidade, porque sem renúncias, sem o desapego dos bens desordenados e sem estar pronto para ser livre em Deus já nesta vida, fica muito difícil caminhar rumo à vida eterna.
O desapego, a renúncia e a vida livre no amor de Deus, é algo que parece quase utópico, impossível de se conquistar, mas Jesus é enfático dizendo, que ao que aos homens parece impossível, para Deus é possível e ainda complementa afirmando, que quem se abandonar em seus braços, com total confiança e entrega, receberá muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.
A proposta de Jesus observando dessa forma, é irresistível, somos impulsionados a dizer que abandonaremos imediatamente as nossas pequenas e grandes escravidões humanas, porque desejamos receber a vida eterna e caímos numa grande tentação de julgar o jovem rico, porque ele ao ouvir a proposta de Jesus, se entristeceu, pois era muito rico.
Mas sejamos sinceros com o Pai e reflitamos com amor a tristeza do jovem rico, será que cada um de nós já conseguiu se libertar como Deus deseja para alcançar a vida eterna? Muito fácil é julgar o irmão, o difícil é olhar nosso coração, nossos apegos desordenados, nossa falta de entrega a Deus e ao seu projeto de amor e vida em plenitude.
Convido você agora a imaginar um encontro com Jesus e fazer essa mesma pergunta a Ele: Senhor que devo fazer para ganhar a vida eterna? O que Jesus pediria para você se desapegar? Qual seria a intensidade de entrega que o Senhor te pediria? Você também como o jovem rico ficaria triste frente aos pedidos do Senhor ou apesar de saber da dificuldade de carregar a sua cruz, a tomaria com amor, pois na cruz está todo o peso que cada um tem de carregar e para levá-la até o fim, é preciso empenho, renuncias, deixar para trás tudo que possa estar pesando e impedindo você de conseguir caminhar com ela.
Nesta vida cada um de nós tem de levar a sua cruz e é impossível levá-la e ao mesmo tempo as coisas que nos escravizam, na verdade essas coisas, ou fazem com que abandonemos nossa cruz e fiquemos já como mortos nessa vida, aguardando não a vida eterna, mas já entregues por livre vontade a condenação eterna ou faz com que o peso da cruz se torne quase que praticamente impossível de levar, fazendo com que a arrastemos com as cargas extras dos apegos até que ao chegar à outra vida, precisemos passar por um momento de purificação de tudo antes de viver eternamente com o Pai.
Irmãos, não sejamos tolos e com falta de fé, mas sábios que se desapegam de suas escravidões, carregando com amor a nossa cruz por mais pesada que seja e entreguemos a nossa vida a Deus, confiando Nele e em suas promessas, vivendo de forma diferente, daqueles que estão presos e ofuscados por aquilo que não é, pois somente Deus é: o tudo, o amor em essência plena e eterna!
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14,6.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site da Associação do Senhor Jesus (TV Século 21), no dia 5/5/2010)

A VINDA DO FILHO DE DEUS!



Deus é o tudo eternamente!

A vinda do filho de Deus é para nos mostrar: Deus é o tudo!

A preparação que cada um de nós deve fazer para a vinda do filho de Deus é algo muito grande, importante e necessário no tempo que estamos vivendo.

O sentido do nascimento do menino Jesus, é o sentido que deve ter o nascimento Dele em nós, na nossa vida no momento que vivemos hoje.

O que isso nos representa?

Como nos toca a vinda do filho de Deus?

O que faremos?

Estaremos preparados para a sua chegada?

Precisamos urgentemente nos preparar para sua chegada!

O questionamento principal que devemos fazer para percebermos se já estamos preparados para recebê-lo é se já compreendemos e vivemos o amor. E posteriormente a esse, devemos nos indagar, se já encontramos a plenitude da verdade em Deus.

E quando Jesus vier, na celebração do natal, estaremos em pé para acolhê-lo sem medo algum ou fugiremos desesperados tentando nos esconder? Como, no entanto, se fosse possível nos escondermos de Deus.

Ele virá até você e te perguntará: Você me ama? Como você está? Está preparada (o)?
Não é possível mentir a Deus, não é possível tentar enganá-lo dando desculpas sobre desculpas, Ele sabe tudo, somente te olhará com ternura e ambos saberão se o seu sim a Ele é realmente sim e se o seu não é realmente não.

No final o que resta é o Tudo que é Deus.

Na pátria celeste todos entoarão um mesmo canto a Deus e todos se amarão como irmãos filhos de um mesmo Pai.

O que Deus reserva aos que o amam é algo indescritível, as pequenas coisas desse mundo são de fato pequenas coisas que devemos ir nos desapegando a cada segundo mais, para estarmos preparados para a chegada do Senhor, para conseguirmos compreender e sermos dignos de viver Nele, por Ele e com Ele por toda a eternidade.

Para recebermos o Tudo, nessa preparação do Advento, a receita simples, mas eficiente, é irmos nos desapegando do nada que não nos leva até o Amor, a Verdade e até Deus.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 01/12/2009)

COMO FAZER PARA AMAR A TODAS AS PESSOAS!



Quando alguém nos ofende, como proceder?

A receita é: pensa em quanto essa alma é importante a Deus, que essa pessoa, é também sua irmã em Cristo e que seu único dever com ela, é amá-la eternamente.

Faz assim: Não a rejeites, nem revide o mal com o mal, mas como Jesus na Cruz diga: Pai perdoa porque essa pessoa não sabe o que faz.

Temos de ter misericórdia com as misérias do próximo e também as pessoas com as nossas. Todos nós somos pecadores, alguns podem cair em pecado mais vezes e mais gravemente, mas todos nós, sem exceção enquanto estivermos nessa vida, infelizmente cometeremos algumas ações contrárias à vontade de Deus.

Isso não significa aceitar o mal, pelo contrário, o mal nos afasta de Deus. Não se deve aceitar o pecado, mas deve-se aceitar o pobre pecador, amando-o como Jesus faria.

Cada um de nós, deve se esforçar ao máximo para não ceder ao mal, sempre revidá-lo com o bem, sempre amar. Mas isso só é possível com vida em Deus, em oração, em aprofundamento espiritual na vontade Divina.

Não devemos nos concentrar no mal que há atualmente no mundo, porque se assim procedemos estaremos no caminho de nele entrarmos. Ao contrário, devemos aceitar a paz divina que Deus nos dá, vivê-la de fato e transmiti-la a todos sem exceção alguma.

Como cristãos devemos amar sem limites e sem julgamentos, vivendo em paz, amor, cordialidade, respeito e verdade como Cristo, que venceu a morte e passou por essa vida vivendo a plenitude do amor.

Deus é a cura de todo mal. Para procurarmos preservar a nós e a nossos irmãos de todo mal, devemos orar se possível diante da cruz todos os dias, pois sem oração não podemos encontrar paz.
Sem oração, estamos suscetíveis a cometer a todo instante os mesmos erros daqueles que não compreendem mais o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.

Um bom método para seguirmos todos os dias é: rezar de manhã, pedindo que Deus abençoe nosso dia e nossos afazeres, depois ler um trecho da bíblia procurando vivê-lo no dia, em cada dificuldade pensar em como Jesus agiria nesse momento e procurar imitá-lo humildemente. No meio do dia achar um tempo e rezar novamente, renovando as forças em Deus e para finalizar, terminar o dia rezando e refletindo todo o dia que se passou e agradecer ao Pai pela sua misericórdia infinita com todos nós.
É preciso buscar a Deus, se Ele é ultima lembrança de teus pensamentos, então as coisas do mundo podem estar tendo para você têm mais valor que o próprio Deus!

Temos de estar de prontidão a todo o momento a dizer: Eis-me aqui, Senhor, eis-me aqui para amar meu irmão que me ama, mas também aquele que não me ama e me fere de tantas maneiras, eis-me aqui para ajudar os necessitados de teu amor, eis-me aqui para ser o ultimo para que Tu sejas o primeiro, eis-me aqui porque aí de mim, se não estiver pronto para responder a sua voz, ai de mim se passar por essa vida sem compreender o amor, ai de mim se o Senhor passar por mim e eu indiferente, não vos reconhecer...!

A todo instante Deus passa por nós, a todo instante Ele nos ama para sempre!

Como cristãos temos de ter tempo e espaço para Deus.

Ao aprofundarmos na vida de oração, nos aprofundamos na vida espiritual. Sem vida espiritual fica difícil compreender a beleza e a necessidade do amor ao próximo nos dias que estamos vivendo.
Nós precisamos da oração! Isso é uma exclamação, não há dúvidas, não há o que questionar, aquele que se diz cristão, mas não reza, acaba inevitavelmente ficando confuso em si mesmo, porque não falando com Deus que ama, cuida e instrui, acaba dependendo somente de si mesmo e de suas próprias forças, mas homem algum se sustenta em si mesmo, sem ir de encontro a Deus.

Para alcançar o amor ao próximo devemos ir além da razão, o amor mais profundo brota do coração que se doa, que não espera ser amado, mas espera amar, a razão por si só não compreenderia isso, mas para o coração, o amor não precisa ter lógica extrema, ama-se porque o amor é doação, é sentimento, vem do interior, do mais profundo do ser.

A vida muda com oração, ela jamais é igual como quando não se orava, sempre é melhor, sempre nos faz caminhar melhor e mais rapidamente até a cidade celeste.

Reabastecidos com a Luz de Deus, teremos Luz para transmitir aos irmãos, ainda mais aqueles mais necessitados, que se encontram já como que em trevas profundas na vida, às vezes quando levamos a eles essa Luz do alto, ficam até meio cegos, porque a luz de Deus é muito forte, mas aos poucos, eles vão abrindo os olhos e aquela luz antes rejeitada, esquecida, abandonada, passa a ser luz inflamada no peito, que entra para nunca mais sair se a pessoa permitir.

Como função de toda luz é deixar tudo claro, muitas misérias ficarão visíveis, mas com a revelação das misérias, também vem a revelação do amor divino, que tudo transforma perdoa e purifica se a alma se abrir a verdade.

Em nosso coração devemos ter um enorme desejo de Deus e da salvação das almas, assim conseguiremos amar a todas as pessoas.

Quando nos sentirmos tristes e quase perdermos as forças devido à maldade, olhemos Jesus na cruz e pensemos: Ele foi traído, os amigos o abandonaram quando disse que sua alma estava numa tristeza mortal no horto das oliveiras, ele foi preso, todos buscavam um jeito de condená-lo sendo que ele nada fez de errado, cuspiram nele, lhe deram socos, bofetadas, foi injustamente julgado ser pior do que o pior dos ladrões, pois Barrabás foi escolhido para ser libertado em seu lugar, fincaram espinhos em sua cabeça através da coroa de espinhos, davam-lhe na cabeça com uma vara, foi golpeado, ridicularizado, arrancaram pedaços de sua carne, suas forças foram quase totalmente sugadas quando carregou a pesada cruz sob os ombros, suas mãos e seus pés sentiram a dor de serem pregados em um pedaço de madeira, foi morto e como se ainda não bastasse fincaram uma lança em seu peito.

E ele sofrendo tudo isso, deu o maior testemunho de amor! Amou até o fim, venceu a vida, venceu a morte e nos libertou pelo amor e é procurando viver esse mesmo amor que mostraremos ter compreendido suas palavras.

Relembremos, portanto algumas frases de Jesus a respeito desse assunto e jamais nos esqueçamos de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo:

“Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem.” (MT 5, 44)

“Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra.” (MT 5, 38)

“Bem- aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” (MT 5, 7)

“Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.” (MT 5, 23-24)

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.” (MT 7, 12)

“Então Pedro se aproximou dele e disse: “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt, 18, 21-22).

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 27/11/2009)

ENCONTRAR DEUS E O PRÓXIMO



Cada um de nós deve encontrar um jeito de viver no mundo, amando a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos.
Nós não somos a fonte para nós mesmos e nem o outro é nossa fonte, o único que sacia nossa existência é Deus, mas, para encontrá-lo, precisamos passar pelo próximo e ajudá-lo a compreender que somos criados para Deus.
Para encontrar nosso divino Mestre, passando pelo irmão, devemos viver em santa convivência, muitas vezes para isso, teremos de fazer com que nosso coração que pode estar que nem pedra volte a ser de carne, capaz de amar, compreender e servir, sem nada esperar em troca.
Só um coração de carne, vivo e pulsante, que sente e ama, pode compreender a beleza de encontrar Deus e o próximo.
Na beleza do encontro do eu com o outro, devemos deixar que cada pessoa tenha o seu rosto, aceitar a todos, sem distinção como irmãos e amá-los como parte de si mesmo no amor criador de Deus.
Quando compreendemos que ao nos encantarmos com a beleza do outro, estamos amando a beleza de Deus, nele, estaremos libertos no amor divino.
Sentiremos no contato com o próximo, a nossa humanidade e a humanidade de Jesus.
Nessa sintonia entre criador e criaturas, não é possível mais nos sentirmos superiores aos outros em nenhum aspecto da vida, pois sabemos que Jesus se entregou por todos com amor igual.
Precisamos ser de uma vez por todas cristãos livres, extremamente livres, no amor que entregamos em doação profunda a Deus e ao próximo.
Assim viveremos e seremos como criaturas que amam em espírito e verdade.
Sentiremos grande paz em amar sem medida, a Deus acima de tudo e a todos com amor igual, olhando-nos realmente como irmãos e nos guardando no coração, como membros de nós mesmos.
Pense: Você realmente ama a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo?

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 01/09/2009)

A ESPERANÇA



A fé e a caridade estão ligadas a esperança.
Se você está desanimado, se sente desolado, seu coração parece não sentir nada, está em noites escuras e vivendo em desespero, reavive sua esperança firme e convicta em Deus.
Muitas vezes o “silêncio” de Deus acontece para te proporcionar: crescimento espiritual, amadurecimento da fé e fortaleza da caridade.
Padre Pio de Pietrelcina, certa vez disse: "Se Jesus se manifesta a você, agradeça-Lhe; se Se esconde, agradeça-Lhe também. É tudo parte do jogo do amor."
Deus nos dá o nosso eixo, mas precisamos sempre esperar Nele, e não colocar nossa esperança em coisas materiais, como trabalho, dinheiro, pessoas, entre outros, cada um sabe onde costuma colocar sua esperança, e sabe também o quanto se decepciona se ela não for colocada somente em Deus.
Tendo esperança pura e perfeita em Deus, nada será capaz de abalar e atrapalhar a união belíssima de criatura e criador, nem trevas e dor, ao esperar pacientemente em nossa majestade, encontraremos força suficiente para continuar nos caminhos da vida.
Quando deixamos a esperança escapar, é como se deixássemos apagar a luz de Deus que brilha em nós. E sem Ele, aí sim entraremos na real escuridão dessa existência, sentiremos frio e passaremos a viver tristemente sós, ora, o só é somente ele, o só perturbar-se, o só não quer mais a companhia de seu único salvador, o só se sente excluído, quando na verdade, foi ele mesmo que se excluiu do amor de Deus.
Ao contrário disso, quando temos esperança em Deus, deixamos de estar só, para vivermos em solidão, que significa “só em Deus” (solideo), o solitário é ele e Deus, sempre está em paz, sabe que tem o amparo de Deus.
Nessa jornada da vida, não podemos caminhar sem esperança em Deus!
As pessoas em nossa volta muitas vezes nos auxiliam e precisamos uns dos outros, sempre nos amando mutuamente, necessitamos de companhia e solidão, mas nossa esperança deve estar pautada em Deus, Ele é nosso amor maior, Ele é o nosso Senhor e Ele é nossa esperança pura e perfeita.
Por isso espere em Deus, mesmo que pareça não haver mais esperança, numa determinação heróica de sua alma, com discernimento, o Senhor te conduzirá para o fim para o qual foi criado que é louvá-lo, reverenciá-lo, servi-lo e dessa forma, alcançar a salvação de sua alma.
Sua esperança o levará a verdade e ela te libertará.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site da Associação do Senhor Jesus (TV Século 21), no dia 1/9/2009)

SEM DEUS TUDO O MAIS É FALHO



Bondoso Senhor de minha vida e de minha alma, onde encontrarei algo sem encontrar antes a vós? Na existência, como queremos ter tudo, sem o Tudo que sois vós? O grande mal da humanidade é desejar ser senhor desse mundo e não servo do verdadeiro senhor que sois vós. O que se pode encontrar numa vida sem vós? Eu digo que nada, um nada que se veste superficialmente de bem, glória, prazeres em abundancia, mas que não passa de nada, se tudo não é ordenado a estar à disposição de vos amar, servir e adorar.

Senhor Deus, vós não sois falho em nada, mas o nada que o mal nos apresenta nesse mundo é falho em tudo. Que grande burrice, querer e passar a vida lutando pelo nada, quando contigo se tem a vós, que é o Tudo. Nada mais desejo a não ser a vós, nada mais desejo que servi-lo. Minha alegria está em estar contigo. O tudo dessa vida para mim é nada, se não tenho a vós que és meu Tudo, e com vós que és meu Tudo, o tudo, que depois se apresenta, vejo que é nada perto de vós.

Observem o mundo e as pessoas que vivem como se Deus não fosse o Tudo. Vejam como o mundo assim e essas pessoas vivem num vazio gigantesco de felicidade, de amor, de verdade, de sinceridade, de encontro, de luz e de razão.

Percebam que no mundo onde Deus é o Tudo, e das pessoas que reconhecem o Tudo de Deus e agem de modo a desejá-lo, e viver de tal forma a servi-lo da melhor maneira, como são felizes, vivem numa paz que parece imperturbável, sinceras, verdadeiras, amorosas, cheias da luz do Pai das luzes, com uma harmonia gigantesca entre razão e emoção.

A entrega a Deus que é Tudo é perfeita. Se não é deveria ser. A entrega ao Nada do mundo em que Deus não é o Tudo é falho, queira-se admitir isso ou não.

Senhor da vida, Senhor da perfeição, da bondade, do amor, da verdade, da alegria, meu Senhor e Meu Deus, meu Tudo, Vida de minha vida e Vida de minha alma, amor de meu coração, seja o meu nada, adoração perpétua ao teu Tudo. Amém.

Juliana Gonçalves dos Santos

(Artigo publicado no site da Associação do Senhor Jesus (TV Século 21), no dia 25/2/2009)